A alegria como uma trincheira

Fragmentos carnavalescos de uma cidade em disputa

R$47,00

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A alegria como uma trincheira

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ISBN: 9786559052080 REF: 9786559052080 Categoria:

Alegre, bem humorado e bem escrito, este livro é um bálsamo, um escape ao terror, ao arbítrio presentes em nosso mundo hoje. O carnaval carioca de rua, a descontração e leveza de seus blocos, se fazem presentes na contramão desta produção diária de ódio, ressentimento, reatividade, tristeza onde o fascismo se fortalece assustadoramente. Ressaltamos o que a autora chama de ‘‘experiência experimentante não-experimental’: a corajosa invenção de uma metodologia de pesquisa que se coloca como inconclusa, que está sempre se fazendo como tudo em nós e no mundo. As experiências carnavalescas da autora nos deliciam com vidas-corpos em devir: leves, fluidos, flexíveis, inventivos… Blocos e fantasias desfilam diante de nós: aparecem e desaparecem como passes de mágica. A alegria como trincheira de luta é o mote para a invenção de outros modos de estar neste mundo.

Cecília Coimbra

Psicóloga, professora aposentada de Psicologia da UFF, uma das fundadoras e membro da diretoria do Grupo Tortura Nunca Mais/RJ

 

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Um destino merecido. A expressão pode soar fatalista ou teleológica, mas trata da ressonância do texto convertido a um belo livro, todos os esforços de escrita, toda a ternura e a coragem para narrar a aridez dos tempos atuais, sem abrir mão da alegria. Aliás, alegria pode ser entendida como o destino provisoriamente interrompido das canções, coletividades e êxtase que se arquitetam quando se carnavaliza, até mesmo no carnaval. Uma dissertação que merece muito mais leitores, uma semente explosiva de rigor, empenho e prática, evocando encontros férteis e indicando que a solidão da escrita estava bem acompanhada pelas músicas mais contundentes e pela força encorajadora de um pensamento autônomo e promissor. Não apenas livro, Juliana, mas presença vaga-lume na cidade, suas promessas, suas perdas e suas alegrias. Alias, alegria, alegria. Ler esse livro nos enche de desejo de reivindicarmos a cidade e a multidão, antídotos promissores para que a gente possa reaver o presente. Lindo livro.

Marcelo Santana Ferreira

Psicólogo, mestre e doutor em Psicologia pela PUC-Rio, professor Associado de Psicologia Social na UFF/ Niterói.

 

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Com sua dissertação tornada livro, Juliana nos faz ver que existem sempre novas invenções para o pesquisar:
ela forja, com uma imprescindível alegria – nossa potência para os dias de hoje –, uma etnografia-relance. Essa etnografia, desejavelmente inconclusa, reafirma que nenhuma resposta permite que alguém se sinta à vontade por muito tempo. Fiquemos, pois, com o problema, com tudo o que inquieta, com tudo aquilo que, no/do Carnaval, efetivamente carnavaliza. Essa é a nossa pirraça, a nossa trincheira. Só o microfascismo demanda a solução final, exige o silêncio obediente. E quanto medo, afinal, ele tem de nós…

Heliana Conde

Professora do departamento de Psicologia Social e Institucional da UERJ.

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