A garganta do Yumuri
R$98,00 O preço original era: R$98,00.R$79,00O preço atual é: R$79,00.
[Livro em pré-venda – envio a partir de 25 de julho]
Há romances que nascem apenas da imaginação; outros, de um encontro entre a memória e a literatura. A garganta do Yumuri pertence a essa segunda linhagem. Ao receber da mãe, Ana Galdós, um conjunto de manuscritos e anotações de um romance que ela jamais conseguiu concluir, Frederick de Armas transforma um legado familiar em matéria de ficção, compondo uma narrativa que é, ao mesmo tempo, homenagem, reinvenção e exercício de memória.
A ação transcorre nos últimos meses da Cuba pré-revolucionária. Havana, Matanzas e Varadero surgem reconstruídas com extraordinária riqueza de detalhes, como cenários de uma história em que convivem paixão, mistério, intriga política, crimes, obras de arte e antigos segredos. Enquanto a Revolução se aproxima como uma força inevitável, os personagens seguem presos aos afetos, aos privilégios, às ilusões e aos dilemas de um mundo prestes a desaparecer.
No centro dessa trama está Carolina Vívez, personagem de rara elegância e complexidade, cuja trajetória sentimental se entrelaça aos conflitos históricos e às sombras que cercam a misteriosa garganta do rio Yumurí. Ao seu redor gravitam figuras memoráveis: um comandante dos serviços secretos de Batista, um refinado marchand de arte, conspiradores, aristocratas, empregados, amantes e sobreviventes de uma sociedade atravessada por profundas tensões sociais.
Um dos mais importantes especialistas contemporâneos na literatura do Século de Ouro espanhol, Frederick de Armas revela também um notável domínio da narrativa de fôlego. Seu romance dialoga com a tradição dos grandes romances históricos sem abrir mão da fluidez narrativa, da construção psicológica dos personagens e da evocação sensorial dos lugares. O leitor reconhecerá ecos de autores como Benito Pérez Galdós e Alejo Carpentier, mas encontrará sobretudo uma voz própria, capaz de transformar a pesquisa histórica em literatura viva.
Ao concluir, por meio da ficção, o romance que sua mãe nunca pôde terminar, Frederick de Armas realiza um gesto raro: faz da escrita um espaço onde a memória individual e a história coletiva se encontram. A garganta do Yumuri é, assim, uma narrativa de perdas e permanências, de despedidas e recomeços, que restitui, com delicadeza e vigor, um mundo desaparecido sem jamais deixá-lo cristalizar-se em nostalgia.
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Há romances que nascem apenas da imaginação; outros, de um encontro entre a memória e a literatura. A garganta do Yumuri pertence a essa segunda linhagem. Ao receber da mãe, Ana Galdós, um conjunto de manuscritos e anotações de um romance que ela jamais conseguiu concluir, Frederick de Armas transforma um legado familiar em matéria de ficção, compondo uma narrativa que é, ao mesmo tempo, homenagem, reinvenção e exercício de memória.
A ação transcorre nos últimos meses da Cuba pré-revolucionária. Havana, Matanzas e Varadero surgem reconstruídas com extraordinária riqueza de detalhes, como cenários de uma história em que convivem paixão, mistério, intriga política, crimes, obras de arte e antigos segredos. Enquanto a Revolução se aproxima como uma força inevitável, os personagens seguem presos aos afetos, aos privilégios, às ilusões e aos dilemas de um mundo prestes a desaparecer.
No centro dessa trama está Carolina Vívez, personagem de rara elegância e complexidade, cuja trajetória sentimental se entrelaça aos conflitos históricos e às sombras que cercam a misteriosa garganta do rio Yumurí. Ao seu redor gravitam figuras memoráveis: um comandante dos serviços secretos de Batista, um refinado marchand de arte, conspiradores, aristocratas, empregados, amantes e sobreviventes de uma sociedade atravessada por profundas tensões sociais.
Um dos mais importantes especialistas contemporâneos na literatura do Século de Ouro espanhol, Frederick de Armas revela também um notável domínio da narrativa de fôlego. Seu romance dialoga com a tradição dos grandes romances históricos sem abrir mão da fluidez narrativa, da construção psicológica dos personagens e da evocação sensorial dos lugares. O leitor reconhecerá ecos de autores como Benito Pérez Galdós e Alejo Carpentier, mas encontrará sobretudo uma voz própria, capaz de transformar a pesquisa histórica em literatura viva.
Ao concluir, por meio da ficção, o romance que sua mãe nunca pôde terminar, Frederick de Armas realiza um gesto raro: faz da escrita um espaço onde a memória individual e a história coletiva se encontram. A garganta do Yumuri é, assim, uma narrativa de perdas e permanências, de despedidas e recomeços, que restitui, com delicadeza e vigor, um mundo desaparecido sem jamais deixá-lo cristalizar-se em nostalgia.
