A gymnastica no tempo do Império

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Em A gymnastica no tempo do Império, Victor Melo e Fabio de Faria Peres examinam como a modalidade foi se incorporando na sociedade fluminense no decorrer de boa parte do século XIX. Utilizando como fontes principais revistas e jornais, os autores revelam como ela foi se infiltrando no cotidiano, seja cumprindo a função de entretenimento em uma capital que se tornava um caldo cultural cosmopolita, seja concebida como um instrumento higienista, valorizada por ser encarada como um bem para a saúde e para a formação moral dos cidadãos. O livro revela que houve múltiplas instituições envolvidas com sua difusão e prática: associações médicas, sociedades ginásticas de estrangeiros e brasileiros, clubes esportivos, entre outros. No caso dos imigrantes, fundamentais nos seus impulsos iniciais, mais do que recreativa ou educativa, a ginástica contribuiu como elemento de união, inserção e autoafirmação dessas comunidades no nosso país. Promovendo bailes, reuniões sociais, aulas, apresentações, competições, entre outras atividades, os clubes ginásticos, athleticos ou sportivos começaram a despontar pela cidade, refletindo o processo de configuração das redes sociais e políticas existentes no Império. Nesse sentido, a obra contribui para enriquecer o conhecimento sobre a sociedade fluminense, na época dos primeiros passos da construção da nossa ideia de nação.

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ISBN: 978-85-421-0254-3
Sinopse

Em A gymnastica no tempo do Império, Victor Melo e Fabio de Faria Peres examinam como a modalidade foi se incorporando na sociedade fluminense no decorrer de boa parte do século XIX. Utilizando como fontes principais revistas e jornais, os autores revelam como ela foi se infiltrando no cotidiano, seja cumprindo a função de entretenimento em uma capital que se tornava um caldo cultural cosmopolita, seja concebida como um instrumento higienista, valorizada por ser encarada como um bem para a saúde e para a formação moral dos cidadãos. O livro revela que houve múltiplas instituições envolvidas com sua difusão e prática: associações médicas, sociedades ginásticas de estrangeiros e brasileiros, clubes esportivos, entre outros. No caso dos imigrantes, fundamentais nos seus impulsos iniciais, mais do que recreativa ou educativa, a ginástica contribuiu como elemento de união, inserção e autoafirmação dessas comunidades no nosso país. Promovendo bailes, reuniões sociais, aulas, apresentações, competições, entre outras atividades, os clubes ginásticos, athleticos ou sportivos começaram a despontar pela cidade, refletindo o processo de configuração das redes sociais e políticas existentes no Império. Nesse sentido, a obra contribui para enriquecer o conhecimento sobre a sociedade fluminense, na época dos primeiros passos da construção da nossa ideia de nação.