- Você não pode adicionar a quantidade de "Versões de Freud", porque a quantidade em estoque não é suficiente (restando 0).
A partilha do tempo
R$86,00 O preço original era: R$86,00.R$68,00O preço atual é: R$68,00.
[Livro em pré-venda – envio a partir de 15 de junho]
Entre o rigor do conceito e o risco da linguagem, este livro percorre um território em que a poesia não ilustra a teoria, nem a psicanálise explica o poema: ambas se atravessam. Ao tomar o real — tal como formulado por Jacques Lacan — como ponto de inflexão, José Eduardo Barros constrói uma leitura em que o poema surge como experiência-limite, lugar em que a linguagem vacila, tropeça e, ainda assim, insiste.
A partilha do tempo se organiza como uma travessia. Nela, autores como Francis Ponge, Jean-Marie Gleize e Christian Prigent são convocados não como exemplos, mas como operadores de pensamento. Seus textos tensionam a escrita até o ponto em que o sentido já não se sustenta plenamente, abrindo espaço para aquilo que escapa — o que não se deixa dizer, mas se faz sentir na materialidade da língua, no ritmo, na falha, no corte. É nesse ponto que a psicanálise encontra a poesia: não como método de leitura, mas como campo de escuta. Se, para Sigmund Freud, os poetas chegam antes, é porque sabem algo desse tempo outro — um tempo não linear, feito de retornos, lapsos e irrupções. O livro explora justamente essa partilha: entre o tempo do inconsciente e o tempo do poema, entre o dizer e o que resiste ao dizer.
Sem ceder à tentação de explicar a poesia, José Eduardo Barros aposta na potência de uma escrita que se aproxima do seu objeto, deixando-se afetar por ele. O resultado é um ensaio que pensa com os poemas e a partir deles, abrindo ao leitor uma experiência crítica que é, ao mesmo tempo, intelectual e sensível — uma forma de escutar o que, na linguagem, insiste em permanecer aberto.
Em estoque
[Livro em pré-venda – envio a partir de 15 de junho]
Entre o rigor do conceito e o risco da linguagem, este livro percorre um território em que a poesia não ilustra a teoria, nem a psicanálise explica o poema: ambas se atravessam. Ao tomar o real — tal como formulado por Jacques Lacan — como ponto de inflexão, José Eduardo Barros constrói uma leitura em que o poema surge como experiência-limite, lugar em que a linguagem vacila, tropeça e, ainda assim, insiste.
A partilha do tempo se organiza como uma travessia. Nela, autores como Francis Ponge, Jean-Marie Gleize e Christian Prigent são convocados não como exemplos, mas como operadores de pensamento. Seus textos tensionam a escrita até o ponto em que o sentido já não se sustenta plenamente, abrindo espaço para aquilo que escapa — o que não se deixa dizer, mas se faz sentir na materialidade da língua, no ritmo, na falha, no corte. É nesse ponto que a psicanálise encontra a poesia: não como método de leitura, mas como campo de escuta. Se, para Sigmund Freud, os poetas chegam antes, é porque sabem algo desse tempo outro — um tempo não linear, feito de retornos, lapsos e irrupções. O livro explora justamente essa partilha: entre o tempo do inconsciente e o tempo do poema, entre o dizer e o que resiste ao dizer.
Sem ceder à tentação de explicar a poesia, José Eduardo Barros aposta na potência de uma escrita que se aproxima do seu objeto, deixando-se afetar por ele. O resultado é um ensaio que pensa com os poemas e a partir deles, abrindo ao leitor uma experiência crítica que é, ao mesmo tempo, intelectual e sensível — uma forma de escutar o que, na linguagem, insiste em permanecer aberto.
