Acompanho há anos a poesia de Lorena Martins. Uma dicção que me entusiasma. Uma voz de cartografias que recusam a forma dos protagonismos. Há, na sua escrita, um cerzir enciclopédico que abraça o esmaecer da certeza, um timbre que desencontra nossa língua no exílio em outras – as que fizeram da nossa aurora impressão. O olhar de Lorena capta essa transição, capta sua monotonia, e nela descobre lugar para fazer poesia. Escolha corajosa, que fez deste livro um livro de escolhas. Um livro de apegos ao que está apenas navegando na vida em processos e inércias cujo nome também é Medo. Prestamos muito menos atenção no medo do que deveríamos. Lorena vem e, para nós, entre aceite e recusas, quando menos sabemos enxergar, aponta.
Paulo Scott


Esquina da minha rua
A trajetória de um poeta indigesto
Auto de resistência
Quatro pares de sapatos
O morse desse corpo
Carnaval, ritual e arte
Supertrampo
Raro enigma
Muito prazer
Transformações na linguagem musical contemporânea instrumental e vocal
Danação
A orelha de Holyfield
Nas frestas das fendas
Pedaço de mim
O caos preclaro
Casa do alento
Da capo al fine
Antologia poética 

