As bolas de gude nunca se quebram

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As ruas de um bairro, a memória da infância, a ressaca, o trem que atravessa a cidade, as conversas interrompidas, os dias que se repetem, os nomes que insistem em permanecer. Em As bolas de gude nunca se quebram, Mercia Pessôa reúne esses fragmentos num poema longo e contínuo, conduzido por uma voz que avança por associações, desvios e retornos, como quem atravessa a própria vida sem a segurança de um mapa.

Nada permanece imóvel neste livro. As lembranças mudam de forma, as palavras se deslocam, os afetos reaparecem sob novas máscaras. Entre eles, Tereza. Seu nome atravessa o poema como uma presença intermitente, uma ausência que organiza a fala sem jamais se deixar capturar por ela. A escrita de Mercia Pessôa acompanha o curso errático do pensamento. Uma palavra conduz a outra, um som desperta uma lembrança, uma esquina leva a uma infância inteira. O poema observa a língua por dentro, atento
às suas raízes, às suas derivações e aos sentidos inesperados que surgem quando as palavras se aproximam umas das outras.

Mas nada aqui se reduz a um exercício formal. Há uma experiência concreta pulsando sob os versos: a precariedade, o desejo, a solidão, a fé, a embriaguez, o cansaço, a persistência. A cidade aparece não como cenário, mas como matéria viva do poema, feita de esquinas, calçadas, botequins, trilhos, ladeiras e vozes anônimas. O mar, sempre próximo, acompanha esse percurso como horizonte e vertigem. Entre a confissão, a cantiga, a oração e o monólogo, a autora encontra uma música própria, sustentada por uma voz que segue adiante mesmo quando tudo ao redor parece convidar ao silêncio.

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ISBN: 9788542108798
Sinopse

As ruas de um bairro, a memória da infância, a ressaca, o trem que atravessa a cidade, as conversas interrompidas, os dias que se repetem, os nomes que insistem em permanecer. Em As bolas de gude nunca se quebram, Mercia Pessôa reúne esses fragmentos num poema longo e contínuo, conduzido por uma voz que avança por associações, desvios e retornos, como quem atravessa a própria vida sem a segurança de um mapa.

Nada permanece imóvel neste livro. As lembranças mudam de forma, as palavras se deslocam, os afetos reaparecem sob novas máscaras. Entre eles, Tereza. Seu nome atravessa o poema como uma presença intermitente, uma ausência que organiza a fala sem jamais se deixar capturar por ela. A escrita de Mercia Pessôa acompanha o curso errático do pensamento. Uma palavra conduz a outra, um som desperta uma lembrança, uma esquina leva a uma infância inteira. O poema observa a língua por dentro, atento
às suas raízes, às suas derivações e aos sentidos inesperados que surgem quando as palavras se aproximam umas das outras.

Mas nada aqui se reduz a um exercício formal. Há uma experiência concreta pulsando sob os versos: a precariedade, o desejo, a solidão, a fé, a embriaguez, o cansaço, a persistência. A cidade aparece não como cenário, mas como matéria viva do poema, feita de esquinas, calçadas, botequins, trilhos, ladeiras e vozes anônimas. O mar, sempre próximo, acompanha esse percurso como horizonte e vertigem. Entre a confissão, a cantiga, a oração e o monólogo, a autora encontra uma música própria, sustentada por uma voz que segue adiante mesmo quando tudo ao redor parece convidar ao silêncio.