Entre nós e as palavras de Maria Cecilia Brandi há um carrossel de imagens que desfilam rápido como fotogramas, unindo som e imagem no instantâneo do verso. Ao percorrer as páginas de Atacama, o leitor é transportado de seu confortável lugar de espectador para o território árido, perigoso, belo onde vibra sua poesia. Madri, América do Sul, Amsterdã são alguns dos cenários percorridos nesta escrita-viagem que, elíptica entretece narrativas, enquadramentos e diálogos – fundindo diferentes gêneros e estruturas em poemas vibrantes.
Cada linha molda a matéria volátil das emoções, modulando-as numa espiral de tensão, que se expande quando menos se espera, surpreendendo em sua força. Pequenos flagrantes do cotidiano são peças fundamentais neste tabuleiro poético, onde a autora experimenta, com habilidade no pulso e ousadia na voz, diferentes formas, temporalidades, gradações.
Com sensibilidade e precisão, os versos de Maria Cecilia desnovelam nós, revelando o que há de mais intenso, sereno e dolorido na cena mais comum – como só a verdadeira literatura é capaz de fazer.


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