Em Aventuras de Rapaz, o leitor é convidado a acompanhar as venturas e desventuras de um jovem que parte do interior de Minas para o Rio de Janeiro em busca de um futuro. No caos da metrópole carioca efervescente do fim dos anos 60, este personagem singular (aqui chamado apenas de Rapaz) se dedica com paixão à arte de descobrir o mundo e a si mesmo – em meio a outros jovens também cheios de indagações sobre que destino tomar, que tendência seguir, que barato experimentar.
As aprendizagens desse jovem, tão icônicas da sua geração – o sexo, as drogas, música, arte, política – são emolduradas pelo clima de rebeldia generalizada que permeou o regime repressor dos anos de chumbo – anos de violência e ternura. Festivais da canção, passeatas, protestos, os almoços no Calabouço, a morte do estudante Edson Luís: os passos e percalços de Rapaz se entrecruzam com alguns dos mais importantes acontecimentos da história recente do Brasil.
Aventuras de Rapaz pode ser lido em continuidade a Ser tão menino – romance anterior do autor –, relato lírico memorialista de uma infância mineira. Com agilidade de jornalista e sensibilidade de escritor, Elias Fajardo apresenta agora mais que um romance de formação – uma narrativa na fronteira entre a ficção, o testemunho e a biografia, na qual “as chamas da emoção fazem arder o bonde da história”.


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