Bicho
R$76,00 O preço original era: R$76,00.R$59,00O preço atual é: R$59,00.
[Livro em pré-venda – envio a partir de 25 de agosto]
O que um colibri, uma pedra, um marimbondo, uma caminhada, uma lembrança de infância ou o simples bater do coração podem revelar sobre quem somos? Em Bichos, Christina Autran transforma a experiência cotidiana em poesia de rara intensidade. Seus versos percorrem o corpo, a memória, a natureza e os vínculos humanos, aproximando o íntimo e o cósmico em uma escrita ao mesmo tempo sensível, inquieta e profundamente atenta ao mundo.
Entre cenas domésticas, paisagens, animais, sonhos e recordações, a autora constrói um livro que celebra a curiosidade, o espanto e a capacidade de encontrar beleza mesmo diante da fragilidade, da passagem do tempo e das perdas. Com grande liberdade formal, alternando poemas breves, fragmentos, anotações e experimentações, Bichos convida o leitor a observar a realidade por novos ângulos e a redescobrir, no banal, aquilo que há de mais extraordinário.
Nas palavras do poeta Carlito Azevedo:
Como quer que ande a vida neste planeta, podemos estar certos de que em algum canto dele haverá pessoas escrevendo poemas, contos, histórias, para suas almas crescerem. Pode parecer estranho começar a apresentar um livro chamado Bicho com esta frase de Kurt Vonnegut Jr. sobre a alma. Mas nesse livro tão físico, tão extraordinário, com corações batendo, pernas caminhando, pés sobre patins, braços na tipoia, músculos doloridos, ossos artríticos, olhos atônitos e maravilhados, há também tão profunda indagação do mistério de existir, tamanho espanto com nossos limites (inclusive temporais) e nossas potências (inclusive a de amar), que não hesito em incluir Christina Autran naquela família poética de um Gullar, de uma Mary Oliver, poetas em cuja alquimia verbal a alma é nada mais do que a pluralidade do bicho, a expansão do que em nós é bicho rumo... rumo a quê? À descoberta de nós mesmos e do mundo.
Não hesito também em dizer que se trata da melhor safra poética de Christina até agora. Bicho abre com uma sequência de poemas sobre o corpo, esse corpo que assusta, falha, se recupera, dói, sente prazer, e é nosso ponto de vista para o universo. Universo que, penetrado pelo olhar, aos poucos nos penetra e ao livro, na forma de galáxias reluzentes ou colibris, estrelas ou abelhas-cachorro, o sol nosso de cada dia e o buraco negro nosso de cada noite. Se notarmos que também a memória é matriz de vários dentre os poemas aqui reunidos, teremos a tríade: corpo, universo, memória. Ou seja, um bicho finito vislumbra o infinito do espaço e do tempo.
Tudo em Bicho age mesmo no sentido da expansão, de fazer a alma crescer pelo mistério ordinário do escrever, do convocar para a mesma festa do poema os momentos de medo e os momentos de júbilo, o céu que nos protege e o chão que nos desgasta, a tataravó e a neta, a jornada da vida e a caminhada na ergométrica.
Completa o livro uma experiência alegremente perturbadora da placidez habitual dos livros de poesia. Uma “entrevista-selfie” que é uma festa experimental, um carrossel para girar vertiginosamente o leitor de modo a fazê-lo sentir que é preciso questionar tudo o que viu, leu, sentiu. Disse o pensador espanhol Ramón Gómez de la Serna que nascemos com as orelhas em forma de ponto de interrogação para ouvirmos tudo questionando sempre. E eu chego ao fim destas orelhas do livro feliz por ter nas mãos um novo arsenal de perguntas sobre existir.
E, afinal, a que será que se destina?
Em estoque
[Livro em pré-venda – envio a partir de 25 de agosto]
O que um colibri, uma pedra, um marimbondo, uma caminhada, uma lembrança de infância ou o simples bater do coração podem revelar sobre quem somos? Em Bichos, Christina Autran transforma a experiência cotidiana em poesia de rara intensidade. Seus versos percorrem o corpo, a memória, a natureza e os vínculos humanos, aproximando o íntimo e o cósmico em uma escrita ao mesmo tempo sensível, inquieta e profundamente atenta ao mundo.
Entre cenas domésticas, paisagens, animais, sonhos e recordações, a autora constrói um livro que celebra a curiosidade, o espanto e a capacidade de encontrar beleza mesmo diante da fragilidade, da passagem do tempo e das perdas. Com grande liberdade formal, alternando poemas breves, fragmentos, anotações e experimentações, Bichos convida o leitor a observar a realidade por novos ângulos e a redescobrir, no banal, aquilo que há de mais extraordinário.
Nas palavras do poeta Carlito Azevedo:
Como quer que ande a vida neste planeta, podemos estar certos de que em algum canto dele haverá pessoas escrevendo poemas, contos, histórias, para suas almas crescerem. Pode parecer estranho começar a apresentar um livro chamado Bicho com esta frase de Kurt Vonnegut Jr. sobre a alma. Mas nesse livro tão físico, tão extraordinário, com corações batendo, pernas caminhando, pés sobre patins, braços na tipoia, músculos doloridos, ossos artríticos, olhos atônitos e maravilhados, há também tão profunda indagação do mistério de existir, tamanho espanto com nossos limites (inclusive temporais) e nossas potências (inclusive a de amar), que não hesito em incluir Christina Autran naquela família poética de um Gullar, de uma Mary Oliver, poetas em cuja alquimia verbal a alma é nada mais do que a pluralidade do bicho, a expansão do que em nós é bicho rumo… rumo a quê? À descoberta de nós mesmos e do mundo.
Não hesito também em dizer que se trata da melhor safra poética de Christina até agora. Bicho abre com uma sequência de poemas sobre o corpo, esse corpo que assusta, falha, se recupera, dói, sente prazer, e é nosso ponto de vista para o universo. Universo que, penetrado pelo olhar, aos poucos nos penetra e ao livro, na forma de galáxias reluzentes ou colibris, estrelas ou abelhas-cachorro, o sol nosso de cada dia e o buraco negro nosso de cada noite. Se notarmos que também a memória é matriz de vários dentre os poemas aqui reunidos, teremos a tríade: corpo, universo, memória. Ou seja, um bicho finito vislumbra o infinito do espaço e do tempo.
Tudo em Bicho age mesmo no sentido da expansão, de fazer a alma crescer pelo mistério ordinário do escrever, do convocar para a mesma festa do poema os momentos de medo e os momentos de júbilo, o céu que nos protege e o chão que nos desgasta, a tataravó e a neta, a jornada da vida e a caminhada na ergométrica.
Completa o livro uma experiência alegremente perturbadora da placidez habitual dos livros de poesia. Uma “entrevista-selfie” que é uma festa experimental, um carrossel para girar vertiginosamente o leitor de modo a fazê-lo sentir que é preciso questionar tudo o que viu, leu, sentiu. Disse o pensador espanhol Ramón Gómez de la Serna que nascemos com as orelhas em forma de ponto de interrogação para ouvirmos tudo questionando sempre. E eu chego ao fim destas orelhas do livro feliz por ter nas mãos um novo arsenal de perguntas sobre existir.
E, afinal, a que será que se destina?
