Se a palavra “corpo” nos remete à ideia de constituição física e separação entre indivíduo e mundo, à primeira vista o termo “continente” sugere uma “grande extensão de terra”, do latim “contínuo, ininterrupto”. Partindo do título sugestivo, Lorena Martins nos leva ao mesmo tempo por uma viagem pelo mundo íntimo do corpo, com suas urgências e sentidos, e pela vastidão quase estrangeira que se desvela em outros continentes ou conteúdos, num sutil equilíbrio entre os extremos, realizado com extrema sensibilidade poética.


Grito em praça vazia
Vento, vigília
O menor amor do mundo
Estou viva
Estrada do Excelsior
O mar que restou nos olhos 

