Crônicas de uma guerra inacabada
R$95,00 O preço original era: R$95,00.R$75,00O preço atual é: R$75,00.
[Livro em pré-venda – envio a partir de 30 de junho]
Há romances que tentam reconstruir a história; outros preferem perseguir os seus fantasmas. É nesse território instável — onde memória, paixão política, exílio e luto se confundem — que se move Crônicas de uma guerra inacabada, de Paulo Martins. Mais do que um romance sobre a ditadura brasileira, trata-se de uma longa travessia interior, conduzida por um narrador que transforma a busca amorosa numa investigação obsessiva sobre desaparecimento, culpa e sobrevivência.
Anos depois de deixar o Brasil, Abel percorre Paris, Bruxelas e outras cidades europeias tentando reconstituir os últimos passos de Florence, militante francesa desaparecida nos subterrâneos da repressão brasileira. O que começa como uma investigação sentimental gradualmente se converte num mergulho vertiginoso nos mecanismos da violência política, nos labirintos da clandestinidade e na experiência dilacerada do exílio. Ao longo dessa deriva, o protagonista encontra personagens marcados pela derrota, pela esperança revolucionária e pelas cicatrizes de uma geração que acreditou ser possível reinventar o mundo.
Mas a força maior do romance talvez esteja justamente em sua recusa ao tom documental. Paulo Martins não escreve um inventário histórico nem uma narrativa de denúncia convencional. Seu livro é atravessado por cafés esfumaçados, canções francesas, bares gregos, hotéis baratos, ruas parisienses, vozes que retornam do passado e diálogos em que política e intimidade se confundem continuamente. A memória surge aqui como matéria viva, instável, frequentemente contraditória, capaz de transformar a própria experiência amorosa em espaço de resistência.
Entre relatos de perseguição, sonhos, encontros fortuitos e reflexões sobre literatura, o romance constrói uma atmosfera melancólica e febril, na qual o passado jamais se encerra por completo. Porque as guerras verdadeiramente traumáticas não terminam quando cessam os combates: continuam reverberando nos corpos, nas lembranças e nas sombras daqueles que sobreviveram.
Em Crônicas de uma guerra inacabada, Paulo Martins transforma essa persistência da memória numa narrativa de rara intensidade emocional, em que amor e política permanecem unidos por uma ferida que o tempo não conseguiu fechar.
Em estoque
[Livro em pré-venda – envio a partir de 30 de junho]
Há romances que tentam reconstruir a história; outros preferem perseguir os seus fantasmas. É nesse território instável — onde memória, paixão política, exílio e luto se confundem — que se move Crônicas de uma guerra inacabada, de Paulo Martins. Mais do que um romance sobre a ditadura brasileira, trata-se de uma longa travessia interior, conduzida por um narrador que transforma a busca amorosa numa investigação obsessiva sobre desaparecimento, culpa e sobrevivência.
Anos depois de deixar o Brasil, Abel percorre Paris, Bruxelas e outras cidades europeias tentando reconstituir os últimos passos de Florence, militante francesa desaparecida nos subterrâneos da repressão brasileira. O que começa como uma investigação sentimental gradualmente se converte num mergulho vertiginoso nos mecanismos da violência política, nos labirintos da clandestinidade e na experiência dilacerada do exílio. Ao longo dessa deriva, o protagonista encontra personagens marcados pela derrota, pela esperança revolucionária e pelas cicatrizes de uma geração que acreditou ser possível reinventar o mundo.
Mas a força maior do romance talvez esteja justamente em sua recusa ao tom documental. Paulo Martins não escreve um inventário histórico nem uma narrativa de denúncia convencional. Seu livro é atravessado por cafés esfumaçados, canções francesas, bares gregos, hotéis baratos, ruas parisienses, vozes que retornam do passado e diálogos em que política e intimidade se confundem continuamente. A memória surge aqui como matéria viva, instável, frequentemente contraditória, capaz de transformar a própria experiência amorosa em espaço de resistência.
Entre relatos de perseguição, sonhos, encontros fortuitos e reflexões sobre literatura, o romance constrói uma atmosfera melancólica e febril, na qual o passado jamais se encerra por completo. Porque as guerras verdadeiramente traumáticas não terminam quando cessam os combates: continuam reverberando nos corpos, nas lembranças e nas sombras daqueles que sobreviveram.
Em Crônicas de uma guerra inacabada, Paulo Martins transforma essa persistência da memória numa narrativa de rara intensidade emocional, em que amor e política permanecem unidos por uma ferida que o tempo não conseguiu fechar.
