Disco-inferno
R$65,00
Em Disco-inferno, Tracy Segal acompanha o progressivo apagamento da memória de sua mãe e, diante daquilo que desaparece, tenta reconstruir uma vida a partir dos vestígios que permanecem. Fotografias, vestidos, vozes, objetos, músicas e lembranças fragmentadas conduzem a narradora por uma história que atravessa a Califórnia dos anos 1970 e o Rio de Janeiro das décadas seguintes, entre piscinas de Hollywood, a Discoteca do Chacrinha, o Carnaval e as muitas casas habitadas por mãe e filha.
Dalva foi uma mulher de beleza exuberante, vaidosa, sedutora, dona de uma presença que parecia ocupar todo o espaço ao redor. Com o avanço do Alzheimer, essa imagem começa a se desfazer: primeiro vêm os esquecimentos e a desorientação; depois, as palavras desaparecem, os rostos perdem os nomes e o próprio corpo deixa de ser reconhecido. Cabe à filha assistir a essa transformação e tentar compreender quem permanece quando memória, linguagem e identidade já não coincidem.
Mas Disco-inferno não segue a ordem segura das recordações. O tempo se rompe, as cenas se sobrepõem, a memória inventa, corrige e contradiz a si mesma. Entre humor, desconforto e ternura, Tracy Segal constrói um romance sobre uma relação entre mãe e filha marcada por fascínio, conflito, cumplicidade e abandono — e sobre a tentativa impossível de separar aquilo que somos daquilo que lembramos.
Ao narrar o desaparecimento da mãe, a narradora se pergunta também quanto dela permanece em si: nos gestos, no corpo, na língua, nos vestidos herdados, na maneira de dançar. Disco-inferno transforma assim uma história de perda numa investigação sobre os laços que resistem ao esquecimento e sobre aquilo que, mesmo quando tudo parece se apagar, ainda resta.
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Em Disco-inferno, Tracy Segal acompanha o progressivo apagamento da memória de sua mãe e, diante daquilo que desaparece, tenta reconstruir uma vida a partir dos vestígios que permanecem. Fotografias, vestidos, vozes, objetos, músicas e lembranças fragmentadas conduzem a narradora por uma história que atravessa a Califórnia dos anos 1970 e o Rio de Janeiro das décadas seguintes, entre piscinas de Hollywood, a Discoteca do Chacrinha, o Carnaval e as muitas casas habitadas por mãe e filha.
Dalva foi uma mulher de beleza exuberante, vaidosa, sedutora, dona de uma presença que parecia ocupar todo o espaço ao redor. Com o avanço do Alzheimer, essa imagem começa a se desfazer: primeiro vêm os esquecimentos e a desorientação; depois, as palavras desaparecem, os rostos perdem os nomes e o próprio corpo deixa de ser reconhecido. Cabe à filha assistir a essa transformação e tentar compreender quem permanece quando memória, linguagem e identidade já não coincidem.
Mas Disco-inferno não segue a ordem segura das recordações. O tempo se rompe, as cenas se sobrepõem, a memória inventa, corrige e contradiz a si mesma. Entre humor, desconforto e ternura, Tracy Segal constrói um romance sobre uma relação entre mãe e filha marcada por fascínio, conflito, cumplicidade e abandono — e sobre a tentativa impossível de separar aquilo que somos daquilo que lembramos.
Ao narrar o desaparecimento da mãe, a narradora se pergunta também quanto dela permanece em si: nos gestos, no corpo, na língua, nos vestidos herdados, na maneira de dançar. Disco-inferno transforma assim uma história de perda numa investigação sobre os laços que resistem ao esquecimento e sobre aquilo que, mesmo quando tudo parece se apagar, ainda resta.
