“Europa” mantém o estilo curto e seco, a escrita ligeira, ritmada e às vezes rimada, que homenageia Leminsky, Bashô, Duchamp e Manoel de Barros – a escrita portátil e o inutensílio, como Vila-Matas pretendia. Um quase-Haikai. Densidade superficial; nas entrelinhas e no silêncio da pausa é que se fala o que se tem a dizer. Em “europa”, o mito vale mais que o continente. O signo do Touro faz referência à religião Mitraica, que marcou regiões de Pérsia a Creta, visível na cultura romana e até nas touradas de Madri. Lá valoriza-se o sacrifício, o tornar sagrado (sacer facere), indolor e prazeroso (a entrega) versus o martírio testemunhal, onde a dor é a prova. Uma leitura divertida, onde o humor e a ironia não faltam.


Pedaço de mim
Parados e peripatéticos
Os últimos dias de Lili das Joias
Da capo al fine
Noites que nunca terminam
Tipografias do desejo
Todo abismo é navegável a barquinhos de papel
O Vale do Paraíba e o Império do Brasil nos quadros da Segunda Escravidão
Poesia canadense contemporânea e multiculturalismo
Anthony Julius Naro e a linguística no Brasil
Nas frestas das fendas 

