Jack Kerouak dizia que a beleza das coisas está no fato de um dia acabarem. Mesmo que às vezes não aceitemos, as coisas acabam e as belezas também. E outras vezes, muito raramente, a beleza continua, apesar do fim. Talvez este seja um desafio para Fernando, fazer a beleza durar apesar de chegar ao seu final, seja ele feliz ou não. A beleza durável em meio à vida que se encerra, ciclo que se fecha, desfecho da história é um possível mote para este livro que em seus anseios de completude entra em rotação ao redor de Fernando, registrando ou recordando, posto que começa pelo fim e termina pelo começo, tudo que orbita em torno do olhar do autor. E são muitas as coisas que giram ao redor desse olhar sensível às intempéries e calmarias, assombros e ternuras que nos convidam a ver belezas, por vezes indiscutíveis, nesses poemas.


Outro (& outras)
Ficção e travessias
Pedaço de mim
O menor amor do mundo
Estrada do Excelsior
Numa nada dada situação
Mudanças e desafios sociológicos
Realismo, realismos
O médico e o barqueiro e outros contos
Rita
A desordem das inscrições
Caminhos para conhecer Dona Flor no cinquentenário da narrativa de Jorge Amado
A queda
Grito em praça vazia 

