Gramática do farol

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Em Gramática do farol, Venus Brasileira Couy reafirma uma escrita de precisão e risco: uma poesia que é bússola e vertigem, ilumina o instante e mergulha no abismo das palavras. Entre imagens do cotidiano e ruínas históricas, os versos apresentam que até o mais simples gesto pode conter a densidade de um farol aceso na noite. No décimo primeiro livro, a poeta reitera a maestria ao entrelaçar o lirismo mais profundo com a simplicidade da “linguagem-chão” e desvenda o que pulsa entre o concreto e o abstrato, o silêncio e o grito.

A autora explora os limites entre prosa e poesia, significante e significado, luz e sombra. O lirismo e a ironia, por sua vez, atravessam a obra e uma questão se formula: o que permanece quando a linguagem se esgarça? Venus nos conduz por um território de intensidades no qual o leitor descobre – a cada página – não apenas uma gramática da poesia, mas também da condição humana.

Gramática do farol se desdobra em múltiplas camadas. Por meio de uma linguagem afiada, a autora nos conduz por um labirinto de palavras, que, assim como o farol, buscam iluminar o que está ao redor, mas também o que está dentro. A obra nos leva ao universo de dualidades. A poeta explora a complexidade da vida comum: a rotina de quem sente “a mesma alegria da chegada” ao fim do dia, o reencontro com um colar que retorna após mais de duas décadas ou na simples perda de uma nécessaire. Os versos de Venus nos convidam a decupar a cena, a nos perder nas perguntas que a mãe faz à filha e a nos encantar com as pequenas coisas.

Aqui, as palavras não se contentam em ser apenas signos, tornam-se objetos vivos, capazes de se transformarem em uma cidade por meio de bueiros e vielas, em um cão ou um rio, ou até mesmo em um lápis, que “toca, /puxa o pensamento/ e rói”. A obra não evita o doloroso. Assim, o corpo de uma jovem mulher em queda é registrado pelo “drone”, uma “escultura imóvel”. A escrita se assemelha ao “ataque epilético”. Há, no entanto, a presença da delicadeza, como aquela que se encontra na memória de “um rapaz sem qualidades” ou na “dança do autômato”.

Gramática do farol é um convite a pensar sobre o que é “indócil” e a seguir, conforme assinalam os versos do poema “A boneca”: “Inventa-me também, /Queridinha, /e me diga: /por onde devo seguir/ quando o instante/ extrai o passado, /o futuro é um fiapo/ e as palavras se exauriram?”

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