Incêndio
R$78,00 O preço original era: R$78,00.R$59,00O preço atual é: R$59,00.
[Livro em pré-venda – envio a partir de 25 de setembro]
Em Incêndio, Thays Horst parte da experiência íntima para alcançar aquilo que é também coletivo. Infância, relações familiares, amor, abandono, violência, medo, desejo e morte atravessam estes poemas, nos quais a busca por uma identidade própria se confunde muitas vezes com a necessidade de romper expectativas e papéis impostos.
O corpo ocupa um lugar central. Ossos, sangue, músculos, pele, garganta, pulmões, coração: é nele que ficam inscritas as experiências que os poemas procuram dizer, por vezes de maneira crua e frontal. Mas é também pelo corpo que se resiste, que se deseja e que se permanece no mundo. A escrita de Thays não evita a raiva nem procura torná-la mais aceitável. Ao contrário, reconhece nela uma resposta possível ao silenciamento e à submissão.
A memória familiar é outro dos fios que percorrem o livro. A menina que cresce tentando corresponder ao que esperam dela observa as mulheres que vieram antes: suas rotinas, seus trabalhos, seus silêncios, as formas de amor e submissão que passam de uma geração a outra. Aos poucos, compreender essa herança significa também descobrir o que pode ser recusado e inventar outras maneiras de existir. A pandemia, a desigualdade social, a precariedade do trabalho, a violência contra as mulheres e outras formas de brutalidade do presente entram nos poemas porque a vida individual nunca está separada do tempo em que acontece. Até uma lembrança doméstica – a avó tentando proteger das formigas um açucareiro – pode conduzir a uma reflexão sobre trabalho, sobrevivência e exaustão. Entre memórias, perdas, afetos e confrontos, Thays Horst constrói uma poesia direta, inquieta e profundamente ligada à experiência cotidiana. Incêndio fala do que nos forma e do que nos fere, mas sobretudo da difícil tarefa de reconhecer, entre tantas vozes e imposições, aquilo que ainda podemos chamar de nosso.
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Em Incêndio, Thays Horst parte da experiência íntima para alcançar aquilo que é também coletivo. Infância, relações familiares, amor, abandono, violência, medo, desejo e morte atravessam estes poemas, nos quais a busca por uma identidade própria se confunde muitas vezes com a necessidade de romper expectativas e papéis impostos.
O corpo ocupa um lugar central. Ossos, sangue, músculos, pele, garganta, pulmões, coração: é nele que ficam inscritas as experiências que os poemas procuram dizer, por vezes de maneira crua e frontal. Mas é também pelo corpo que se resiste, que se deseja e que se permanece no mundo. A escrita de Thays não evita a raiva nem procura torná-la mais aceitável. Ao contrário, reconhece nela uma resposta possível ao silenciamento e à submissão.
A memória familiar é outro dos fios que percorrem o livro. A menina que cresce tentando corresponder ao que esperam dela observa as mulheres que vieram antes: suas rotinas, seus trabalhos, seus silêncios, as formas de amor e submissão que passam de uma geração a outra. Aos poucos, compreender essa herança significa também descobrir o que pode ser recusado e inventar outras maneiras de existir. A pandemia, a desigualdade social, a precariedade do trabalho, a violência contra as mulheres e outras formas de brutalidade do presente entram nos poemas porque a vida individual nunca está separada do tempo em que acontece. Até uma lembrança doméstica – a avó tentando proteger das formigas um açucareiro – pode conduzir a uma reflexão sobre trabalho, sobrevivência e exaustão. Entre memórias, perdas, afetos e confrontos, Thays Horst constrói uma poesia direta, inquieta e profundamente ligada à experiência cotidiana. Incêndio fala do que nos forma e do que nos fere, mas sobretudo da difícil tarefa de reconhecer, entre tantas vozes e imposições, aquilo que ainda podemos chamar de nosso.
