De propensão marcadamente contemplativa, nem por isso o jovem Benjamin Abel se torna um personagem mais notável. Bacharel como outros tantos, assistimo-lo iniciar a carreira nos indigestos ossos do ofício até que, certa noite, do outro lado da cidade, um estudante a quem nunca viu mais gordo desaparece sem deixar vestígios. Da noite para o dia, o caso passa a ser tudo, ou quase tudo, o que lhe importa.
Que sucedeu ao rapaz? Para onde terá ido? Daí é que se solta a fagulha que doravante lhe incendiará o espírito: “para onde?”, eis a pergunta que Benjamin sempre e invariavelmente voltará a se fazer, não sem sentir algum assombro; “para onde?”, eis a pergunta que perpassa este romance em cujo título desde já se pode ler aquele nome de ares longínquos onde o inquieto personagem espera encontrar uma resposta.


Da capo al fine
No limite da palavra
Caminhos para conhecer Dona Flor no cinquentenário da narrativa de Jorge Amado
Ave, Rosa!
De todas as únicas maneiras 

