Diante do modo como nós seres humanos, pelo fato de nos termos tornado falantes, lidamos com o distanciamento em relação ao que chamamos de natureza – nós, que somos considerados a última maravilha da criação –, podemos nos deparar tanto com um silêncio inóspito, quanto com um silêncio hospitaleiro. Tudo depende de como ascendemos aos mistérios da natureza velados pela aquisição da linguagem humana. Com este argumento, a partir de uma profunda reflexão acerca da evolução de um caso clínico, mais precisamente de uma cantora de Ópera, Alain Didier-Weill abre uma série de questões que, em última instância, iluminam o de que se trata em nosso encontro com o sublime, por ele nomeado não à toa como sublime feminino.
Não esperem neste livro encontrar respostas fechadas, mas uma pluralidade de questões que, para além de avançar teoricamente sobre o caso tratado, demonstram o talento investigativo que atravessa o desejo do psicanalista, lançando-o numa densa e indispensável relação com a cultura e seu tempo, através de uma escuta ilimitada, sintonizada com o que há de ilimitado no ser falante. Eis aí o que há de mais fundamental na ética da psicanálise. […]
Denise Maurano


Nas frestas das fendas
Nenhum nome onde morar
Corpo em combate, cenas de uma vida
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Sophia: singular plural
Tchau, crachá
Caminhos do hispanismo
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O fim do Brasil
3º Encontro questão de crítica
Pessoas em movimento
Crítica de poesia 

