mínimoscampos tem na oralidade sua arte maior. Uma oralidade da qual o autor não abusa. Oralidade só, pura e simples, sem exageros ou exibicionismos regionalistas. E com um mínimo de esforço, a gente vai saboreando cada conto. Cada capítulo. Capítulos curtos, ligeiros, mas não estreitos, porque, depois dos mínimos, vêm os campos. E nos campos não há lugar para estreitezas. Os campos das gerais se abrem em amplitudes e amplidões para abrigar a universalidade de cada um de seus personagens e a vida e a história de cada um deles. Posso afirmar com certeza que Vivalde Brandão conseguiu uma originalidade possível dentro da oralidade por que pauta seus textos, e aí está a primeira de suas virtudes como escritor. A segunda foi sua ousadia de desprezar a pontuação convencional, o que só deu maior fluidez e graça ao desenrolar de suas construções. [Tadeu Teixeira]


Contos estranhos
No domínio de Suã
Esquina da minha rua
Quase música
O tempo amansa / a gente
Territórios socioambientais em construção na Amazônia brasileira
Numa nada dada situação
A ordem interior do mundo
Estou viva
O morse desse corpo
O vento gira em torno de si
Placenta: estudos
Carona é uma coisa muito íntima
Reversor
Cara de cavalo 

