O olho, o voo, a paisagem, o cenário, a viagem. O mapa do náufrago no fundo da garrafa. O rodopio da bailarina (que volta, movente, numa alucinação terminal). A gaivota impossível, presa no concreto, desafiando a gravidade. A esquina do pensamento. Calicute, Sidarta, Pamukkale, quantas vidas cabem nestas páginas? Parece que só mesmo a escrita, a palavra, aquilo que transborda e transcende na arte sutil da poesia, onde cabem tantos lugares, tantos mundos, tantos universos, para dar conta da urgência da vida, do que fica ou do que se esvai no rio sem fim do tempo, enquanto o percorremos – nunca os mesmos, nunca o mesmo rio, no eterno movimento que às vezes encontramos naquilo que apenas uma antena de poeta é capaz de captar, e traduzir, nos versos de um livro. Como este que Gabriela Lírio nos apresenta de repente, de surpresa, para ser lido com o gosto, o encanto e o espanto de uma doce descoberta. Assim: movente.


A queda
Cadernos de alguma poesia
Inclusive, aliás
Vento, vigília
O tempo amansa / a gente
Uma pequena festa por uma eternidade
Evandro Teixeira
A casa do fim
Confabulações
No domínio de Suã
Leitura e formação do leitor
Da capo al fine
Ao lado de Maria
Querer falar
O desconsolo da filosofia
Poemas para morder a parede 

