movidos: ocos

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[Livro em pré-venda – entrega a partir de 5 de setembro]

Toda grande literatura inventa uma linguagem. Algumas vão além: inventam também um modo de existir. movidos: ocos pertence a essa rara linhagem de livros que não apenas contam uma história, mas erguem um mundo. Lopes Lindoso constrói uma civilização inteira – seus mitos, seus ritos, sua memória, sua filosofia, sua relação com o tempo, com o corpo, com a morte e com a paisagem – e o faz a partir daquilo que talvez seja a matéria mais decisiva de qualquer cultura: a língua.

Apresentado como a tradução de uma obra escrita em aunaím, idioma de um povo cuja tradição privilegia a oralidade, o romance conduz o leitor por um território em que cada palavra parece carregar uma história anterior à própria narrativa. O recurso da falsa tradução, longe de ser um jogo erudito, estabelece desde o início um pacto de leitura: entrar neste livro é aceitar que toda língua organiza uma forma particular de perceber o real e que toda tradução é, inevitavelmente, um encontro entre diferenças. No centro dessa vasta arquitetura está gaunaím, artesão que dedica a vida à confecção de pequenas figuras feitas dos restos da mata, preservando nelas fragmentos de corpos, lembranças e experiências. Ao redor de sua morte, as vozes da comunidade recompõem uma existência que nunca se deixa reduzir a uma biografia. O funeral torna-se memória coletiva; a memória desdobra-se em mito; o mito retorna ao cotidiano, num movimento contínuo em que indivíduos, paisagens e narrativas se transformam mutuamente.

Sem recorrer ao exotismo nem às convenções da fantasia contemporânea, Lopes Lindoso realiza uma das mais ousadas experiências de invenção literária dos últimos anos. Sua prosa, de forte pulsação oral, desloca continuamente os limites do português para fazer emergir outra sensibilidade, outra lógica, outra imaginação do mundo.

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Em estoque

ISBN: 9788542108958
Sinopse

[Livro em pré-venda – entrega a partir de 5 de setembro]

Toda grande literatura inventa uma linguagem. Algumas vão além: inventam também um modo de existir. movidos: ocos pertence a essa rara linhagem de livros que não apenas contam uma história, mas erguem um mundo. Lopes Lindoso constrói uma civilização inteira – seus mitos, seus ritos, sua memória, sua filosofia, sua relação com o tempo, com o corpo, com a morte e com a paisagem – e o faz a partir daquilo que talvez seja a matéria mais decisiva de qualquer cultura: a língua.

Apresentado como a tradução de uma obra escrita em aunaím, idioma de um povo cuja tradição privilegia a oralidade, o romance conduz o leitor por um território em que cada palavra parece carregar uma história anterior à própria narrativa. O recurso da falsa tradução, longe de ser um jogo erudito, estabelece desde o início um pacto de leitura: entrar neste livro é aceitar que toda língua organiza uma forma particular de perceber o real e que toda tradução é, inevitavelmente, um encontro entre diferenças. No centro dessa vasta arquitetura está gaunaím, artesão que dedica a vida à confecção de pequenas figuras feitas dos restos da mata, preservando nelas fragmentos de corpos, lembranças e experiências. Ao redor de sua morte, as vozes da comunidade recompõem uma existência que nunca se deixa reduzir a uma biografia. O funeral torna-se memória coletiva; a memória desdobra-se em mito; o mito retorna ao cotidiano, num movimento contínuo em que indivíduos, paisagens e narrativas se transformam mutuamente.

Sem recorrer ao exotismo nem às convenções da fantasia contemporânea, Lopes Lindoso realiza uma das mais ousadas experiências de invenção literária dos últimos anos. Sua prosa, de forte pulsação oral, desloca continuamente os limites do português para fazer emergir outra sensibilidade, outra lógica, outra imaginação do mundo.