Nau de suspiros
R$87,00 O preço original era: R$87,00.R$68,00O preço atual é: R$68,00.
[Livro em pré-venda – envio a partir de 25 de agosto]
Há algo de deliberadamente anacrônico – e, por isso mesmo, singular – na poesia de Raul de Taunay. Em tempos em que o verso frequentemente se constrange diante da emoção ou se refugia no cálculo da linguagem, Nau de suspiros avança em sentido oposto: assume sem pudor o canto, a melodia, o arrebatamento sentimental, o gosto da imagem luminosa, da confidência amorosa e da meditação existencial. Trata-se de uma poesia que não teme soar lírica, nem hesita em buscar na tradição romântica, simbolista e parnasiana o impulso para seguir escrevendo no presente.
Ao reunir elegias, baladas, trovas e sonetos compostos ao longo de muitos anos, Raul de Taunay constrói uma espécie de autobiografia emocional em versos. Diplomata, viajante e herdeiro de uma linhagem intelectual marcada pela observação do mundo e pela escrita, o autor transforma deslocamentos geográficos e afetivos em matéria poética. Kuala Lumpur, Brazzaville, Paris, Brasília, Angola, o mar, a montanha, a floresta e o cerrado aparecem não apenas como cenários, mas como estados de espírito, extensões da memória e da imaginação.
Há nesta obra um poeta que canta o amor e a perda, a passagem do tempo, o fascínio da arte, o espanto diante da modernidade, a nostalgia de certa delicadeza desaparecida e, sobretudo, a necessidade vital da poesia. Seus versos parecem nascer de uma urgência íntima: escrever para sobreviver ao excesso do mundo, para transformar perplexidade em música, desalento em ritmo, saudade em permanência. Mesmo quando flerta com o humor, a ironia ou o desencanto, a dicção de Taunay preserva um fundo de fervor humanista e sentimental.
A variedade formal da coletânea impressiona. Há poemas breves de sabor popular, composições narrativas, canções de estrutura repetitiva, reflexões metapoéticas e momentos de intensa voltagem imagética. Em muitos textos, percebe-se uma musicalidade espontânea, quase oral, como se o poeta escrevesse ouvindo internamente a cadência de uma seresta, de um chorinho ou de uma velha balada noturna. Noutras passagens, emerge um tom elegíaco e meditativo, em que o verso se converte em confissão e testemunho. Nau de suspiros é, afinal, um livro movido pela convicção de que a poesia ainda pode ser abrigo, travessia e revelação. Um livro escrito por alguém que continua a escutar – apesar do ruído do mundo – “o palpitar incontido do peito” e a transformá-lo em canto.
Em estoque
[Livro em pré-venda – envio a partir de 25 de agosto]
Há algo de deliberadamente anacrônico – e, por isso mesmo, singular – na poesia de Raul de Taunay. Em tempos em que o verso frequentemente se constrange diante da emoção ou se refugia no cálculo da linguagem, Nau de suspiros avança em sentido oposto: assume sem pudor o canto, a melodia, o arrebatamento sentimental, o gosto da imagem luminosa, da confidência amorosa e da meditação existencial. Trata-se de uma poesia que não teme soar lírica, nem hesita em buscar na tradição romântica, simbolista e parnasiana o impulso para seguir escrevendo no presente.
Ao reunir elegias, baladas, trovas e sonetos compostos ao longo de muitos anos, Raul de Taunay constrói uma espécie de autobiografia emocional em versos. Diplomata, viajante e herdeiro de uma linhagem intelectual marcada pela observação do mundo e pela escrita, o autor transforma deslocamentos geográficos e afetivos em matéria poética. Kuala Lumpur, Brazzaville, Paris, Brasília, Angola, o mar, a montanha, a floresta e o cerrado aparecem não apenas como cenários, mas como estados de espírito, extensões da memória e da imaginação.
Há nesta obra um poeta que canta o amor e a perda, a passagem do tempo, o fascínio da arte, o espanto diante da modernidade, a nostalgia de certa delicadeza desaparecida e, sobretudo, a necessidade vital da poesia. Seus versos parecem nascer de uma urgência íntima: escrever para sobreviver ao excesso do mundo, para transformar perplexidade em música, desalento em ritmo, saudade em permanência. Mesmo quando flerta com o humor, a ironia ou o desencanto, a dicção de Taunay preserva um fundo de fervor humanista e sentimental.
A variedade formal da coletânea impressiona. Há poemas breves de sabor popular, composições narrativas, canções de estrutura repetitiva, reflexões metapoéticas e momentos de intensa voltagem imagética. Em muitos textos, percebe-se uma musicalidade espontânea, quase oral, como se o poeta escrevesse ouvindo internamente a cadência de uma seresta, de um chorinho ou de uma velha balada noturna. Noutras passagens, emerge um tom elegíaco e meditativo, em que o verso se converte em confissão e testemunho. Nau de suspiros é, afinal, um livro movido pela convicção de que a poesia ainda pode ser abrigo, travessia e revelação. Um livro escrito por alguém que continua a escutar – apesar do ruído do mundo – “o palpitar incontido do peito” e a transformá-lo em canto.
