Nenhum
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Em Nenhum, Venus Brasileira Couy nos brinda com poemas que não servem, apenas vivem: “simplesmente deitam-se ao sol às dez da manhã”, não sem escrever a dor dos dias. “É preciso costurar a revolta dos versos entre o movimento das mãos” dirá a poeta, que “não tem professor de matemática e sim de poesia”. A poeta que diz não saber o que é o contemporâneo escreve a experiência dos dias. Da casa ao mundo, entre a delicadeza e a violência dos espaços que se desdobram, o amor e a peste se avizinham. Se a tragicidade encontra morada nas páginas deste livro, o humor e a ironia, por sua vez, banham as letras de sal e lama: “Levarei, baby, a revista para ler boiando no Mar Morto,/ depois tiraremos fotos para exibir no Instagram”.
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Em Nenhum, Venus Brasileira Couy nos brinda com poemas que não servem, apenas vivem: “simplesmente deitam-se ao sol às dez da manhã”, não sem escrever a dor dos dias. “É preciso costurar a revolta dos versos entre o movimento das mãos” dirá a poeta, que “não tem professor de matemática e sim de poesia”. A poeta que diz não saber o que é o contemporâneo escreve a experiência dos dias. Da casa ao mundo, entre a delicadeza e a violência dos espaços que se desdobram, o amor e a peste se avizinham. Se a tragicidade encontra morada nas páginas deste livro, o humor e a ironia, por sua vez, banham as letras de sal e lama: “Levarei, baby, a revista para ler boiando no Mar Morto,/ depois tiraremos fotos para exibir no Instagram”.
