O livro dançante
R$49,00 O preço original era: R$49,00.R$38,00O preço atual é: R$38,00.
[Livro em pré-venda – envio a partir de 30 de setembro]
Em O livro dançante, Lívio Soares de Medeiros faz da dança mais que um tema: faz dela um modo de estar no mundo e, sobretudo, um modo de fazer poesia. Dividido em “Movimentos”, o livro avança ao ritmo de um corpo que pensa, deseja, recorda, sofre, celebra — e encontra na dança uma maneira de transformar tudo isso em linguagem.
Aqui, corpo e palavra obedecem a uma mesma lei: o ritmo. Dançar pode ser alegria e sensualidade, encontro e solidão, impulso ancestral e experiência cotidiana. Pode aproximar dois corpos numa pista, reunir uma multidão ou acontecer a sós. Pode também carregar a tristeza, remexer fracassos, enfrentar fantasmas. Em todos esses casos, porém, é uma forma de movimento contra a imobilidade: “estáticos, não marcamos / encontro com a vida”.
Há algo de primitivo e ao mesmo tempo contemporâneo nessa dança. O poeta reconhece no ritmo uma força anterior à razão, capaz de ligar o homem de hoje aos que dançaram antes dele. Mas reconhece também sua singularidade: todos podem dançar, embora ninguém dance da mesma maneira.
Aos poucos, torna-se claro que a dança de que fala Lívio Soares de Medeiros é também a própria poesia. No quinquagésimo movimento, ele finalmente a nomeia: “Teu nome: Poesia. / Tua lei: Ritmo”. Corpo, palavra e música então se encontram. E o livro que começou dançando em meio a outros chega ao fim sem realmente parar: seu último movimento devolve-o ao primeiro, pronto para recomeçar.
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Em O livro dançante, Lívio Soares de Medeiros faz da dança mais que um tema: faz dela um modo de estar no mundo e, sobretudo, um modo de fazer poesia. Dividido em “Movimentos”, o livro avança ao ritmo de um corpo que pensa, deseja, recorda, sofre, celebra — e encontra na dança uma maneira de transformar tudo isso em linguagem.
Aqui, corpo e palavra obedecem a uma mesma lei: o ritmo. Dançar pode ser alegria e sensualidade, encontro e solidão, impulso ancestral e experiência cotidiana. Pode aproximar dois corpos numa pista, reunir uma multidão ou acontecer a sós. Pode também carregar a tristeza, remexer fracassos, enfrentar fantasmas. Em todos esses casos, porém, é uma forma de movimento contra a imobilidade: “estáticos, não marcamos / encontro com a vida”.
Há algo de primitivo e ao mesmo tempo contemporâneo nessa dança. O poeta reconhece no ritmo uma força anterior à razão, capaz de ligar o homem de hoje aos que dançaram antes dele. Mas reconhece também sua singularidade: todos podem dançar, embora ninguém dance da mesma maneira.
Aos poucos, torna-se claro que a dança de que fala Lívio Soares de Medeiros é também a própria poesia. No quinquagésimo movimento, ele finalmente a nomeia: “Teu nome: Poesia. / Tua lei: Ritmo”. Corpo, palavra e música então se encontram. E o livro que começou dançando em meio a outros chega ao fim sem realmente parar: seu último movimento devolve-o ao primeiro, pronto para recomeçar.
