Com uma voz cálida e comovida, Gilberto Nable expressa, através de sua poesia, um teor comunicativo aliado à reflexão e sensibilidade. Distante dos eruditíssimos pedantes, este poeta aposta na riqueza interior como matéria poética, em poemas e sonetos que primam não só pelo sentimento e pela cuidadosa construção formal – mas pelo ritmo, aliado às imagens vibrantes e à densidade reflexiva.


O mar que restou nos olhos
Motus perpetuo
Esportes nos confins da civilização
Interculturalizar, descolonizar, democratizar
Caderno de viagem
O morse desse corpo
Vento, vigília
As linguagens do futebol em Moçambique
Numa nada dada situação
Pesquisa sobre política, currículo e cotidiano escolar
Durante
Nas frestas das fendas
Parados e peripatéticos
Quando estava indo embora
Além do visível
Pedaço de mim
Todo abismo é navegável a barquinhos de papel
Poética da profanação
Nenhum nome onde morar 

