Os Gaviões da Fiel
Ensaios e etnografias de uma torcida organizada de futebol
R$49,00
Esta coletânea de artigos organizada por Bernardo Borges Buarque de Hollanda e Plínio Labriola Negreiros traz, não apenas para os torcedores do Corinthians, mas para todos os amantes e estudiosos do futebol, uma rica contribuição para o entendimento do que realmente significa ser parte de uma torcida organizada grande como a Gaviões da Fiel e como ela afeta a vida do clube e seus torcedores. Segundo Roberto DaMatta: “[...] eis um conjunto de ensaios que, em vez do jogo, estuda a torcida e, como manda toda boa etnografia, focaliza umas das mais intrigantes do Brasil: a do Corinthians. [...] O lado ambíguo dos que não jogam, mas, sem os quais, não haveria jogo, pois é a torcida que constitui o espetáculo”.
As bancas de revistas e jornais, os carros e as janelas das casas da sisuda São Paulo estavam ornamentadas de bandeiras. Nos jornais, ocupando grandes espaços nas primeiras páginas e nos cadernos, o assunto era um só. O motorista de táxi foi logo dando a sua opinião. Nos bares faziam-se apostas. Tinha-se a impressão de que toda a cidade seria palco de uma grande comemoração nacional. A diferença era de que as bandeiras não pertenciam a nação alguma e nem o assunto, as manchetes e as notícias referiam-se a qualquer tema considerado tradicionalmente de interesse nacional. Falava-se mesmo era de futebol e, principalmente, falava-se de Corinthians. As bandeiras, óbvio, eram também as do time. Do “timão”, como ele é chamado.
| 316 | |
| 2015 | |
| 15,5x23cm | |
| Coleção | Visão de Campo |
| 7Letras |
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Esta coletânea de artigos organizada por Bernardo Borges Buarque de Hollanda e Plínio Labriola Negreiros traz, não apenas para os torcedores do Corinthians, mas para todos os amantes e estudiosos do futebol, uma rica contribuição para o entendimento do que realmente significa ser parte de uma torcida organizada grande como a Gaviões da Fiel e como ela afeta a vida do clube e seus torcedores. Segundo Roberto DaMatta: “[…] eis um conjunto de ensaios que, em vez do jogo, estuda a torcida e, como manda toda boa etnografia, focaliza umas das mais intrigantes do Brasil: a do Corinthians. […] O lado ambíguo dos que não jogam, mas, sem os quais, não haveria jogo, pois é a torcida que constitui o espetáculo”.
As bancas de revistas e jornais, os carros e as janelas das casas da sisuda São Paulo estavam ornamentadas de bandeiras. Nos jornais, ocupando grandes espaços nas primeiras páginas e nos cadernos, o assunto era um só. O motorista de táxi foi logo dando a sua opinião. Nos bares faziam-se apostas. Tinha-se a impressão de que toda a cidade seria palco de uma grande comemoração nacional. A diferença era de que as bandeiras não pertenciam a nação alguma e nem o assunto, as manchetes e as notícias referiam-se a qualquer tema considerado tradicionalmente de interesse nacional. Falava-se mesmo era de futebol e, principalmente, falava-se de Corinthians. As bandeiras, óbvio, eram também as do time. Do “timão”, como ele é chamado.
