Pés de quilha

Brand:

R$49,00

R$46,55 no Pix
3x de R$16,33 s/ juros

Cada poema deste livro é pé de quilha para a aventura poética em que Sara Iriarte se lançou; são eles que lhe permitem manter o equilíbrio ou lhe oferecem maior apoio ao caminhar, percorrer, revisitar um território híbrido e movediço, mistura de elementos oníricos e da exploração audaz de imagens que atraem e mantêm em suspenso o luto, as formas de sobrevivência, os rizomas do desejo.

Na náutica, a quilha é a peça-chave da estrutura sobre a qual se constrói um barco e tem duas funções principais: evitar que a embarcação seja arrastada lateralmente pelo vento e manter o lastro. O lastro é um peso que geralmente se situa na parte inferior da quilha e mantém o barco de pé, boca para cima.

E é isso o que tentam – e conseguem – os poemas de Sara: respirar de boca para cima, ainda que as águas inundem, ainda que um peso violento oprima o corpo, respirar de boca para cima para além das perdas que criam tremedal. Reerguer-se em equilíbrio em meio ao tumulto. Os poemas de Sara criam espaços de beleza dilacerante e, ao mesmo tempo, reparadora: “E pelo fio desfeito na trama / escorre um vento / que empurra para a frente. // É hora, digo para mim, / e coloco no bolso / a fita do filme / e rodo.”

Gabby de Cicco

Número de Páginas
Ano
Formato
Selo

Em estoque

ISBN: 9786559059461
Sinopse

Cada poema deste livro é pé de quilha para a aventura poética em que Sara Iriarte se lançou; são eles que lhe permitem manter o equilíbrio ou lhe oferecem maior apoio ao caminhar, percorrer, revisitar um território híbrido e movediço, mistura de elementos oníricos e da exploração audaz de imagens que atraem e mantêm em suspenso o luto, as formas de sobrevivência, os rizomas do desejo.

Na náutica, a quilha é a peça-chave da estrutura sobre a qual se constrói um barco e tem duas funções principais: evitar que a embarcação seja arrastada lateralmente pelo vento e manter o lastro. O lastro é um peso que geralmente se situa na parte inferior da quilha e mantém o barco de pé, boca para cima.

E é isso o que tentam – e conseguem – os poemas de Sara: respirar de boca para cima, ainda que as águas inundem, ainda que um peso violento oprima o corpo, respirar de boca para cima para além das perdas que criam tremedal. Reerguer-se em equilíbrio em meio ao tumulto. Os poemas de Sara criam espaços de beleza dilacerante e, ao mesmo tempo, reparadora: “E pelo fio desfeito na trama / escorre um vento / que empurra para a frente. // É hora, digo para mim, / e coloco no bolso / a fita do filme / e rodo.”

Gabby de Cicco