Poemas de amor

Tradução e organização: Wilson Alves-Bezerra

O preço original era: R$75,00.O preço atual é: R$59,00.

R$56,05 no Pix

[Livro em pré-venda – envio a partir de 5 de setembro]

Amar, para Alfonsina Storni, é uma força que transfigura o corpo, invade a paisagem, altera a luz das coisas, perturba o pensamento. Depois de amar, nada permanece igual: a cidade respira de outro modo, os jardins adquirem outra cor, os pássaros parecem carregar mensagens, as estrelas deixam de ser apenas estrelas. O mundo inteiro passa a existir sob a gravidade de uma única presença – ou de sua ausência.

É dessa transformação que nascem os 67 poemas em prosa reunidos em Poemas de amor. Cada texto registra um instante dessa vertigem. Não há propriamente uma narrativa, mas uma sucessão de iluminações. O amor aparece como espera, encontro, lembrança, delírio, felicidade, medo, desejo de fusão e ameaça de perda. Um mesmo sentimento assume formas sempre novas, como se a linguagem procurasse acompanhar suas contínuas metamorfoses.

A escrita de Storni surpreende justamente por sua aparente simplicidade. As frases são breves, a dicção é límpida, as imagens parecem nascer sem esforço. Mas sob essa superfície repousa uma extraordinária intensidade. Os poemas avançam com a precisão de quem sabe que uma emoção verdadeira não precisa ser explicada: basta encontrar a imagem exata, o ritmo exato, a palavra capaz de fazer vibrar aquilo que parecia indizível.

Publicado originalmente em 1926, este pequeno livro ocupa um lugar singular na obra da autora. Nele, a tradição do poema em prosa encontra uma voz que é ao mesmo tempo profundamente lírica e radicalmente moderna. Cem anos depois de sua primeira edição, esses textos conservam intacta a capacidade de surpreender. Não porque falem de um amor ideal, mas porque revelam como o amor modifica a própria percepção do mundo – e como a literatura pode dar forma a essa experiência sem jamais reduzi-la a uma explicação. Há livros que sobrevivem por aquilo que contam. Outros, mais raros, sobrevivem pela maneira como continuam nos fazendo sentir. Poemas de amor pertence a essa segunda linhagem.

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Selo

Em estoque

ISBN: 9788542108859
Sinopse

[Livro em pré-venda – envio a partir de 5 de setembro]

Amar, para Alfonsina Storni, é uma força que transfigura o corpo, invade a paisagem, altera a luz das coisas, perturba o pensamento. Depois de amar, nada permanece igual: a cidade respira de outro modo, os jardins adquirem outra cor, os pássaros parecem carregar mensagens, as estrelas deixam de ser apenas estrelas. O mundo inteiro passa a existir sob a gravidade de uma única presença – ou de sua ausência.

É dessa transformação que nascem os 67 poemas em prosa reunidos em Poemas de amor. Cada texto registra um instante dessa vertigem. Não há propriamente uma narrativa, mas uma sucessão de iluminações. O amor aparece como espera, encontro, lembrança, delírio, felicidade, medo, desejo de fusão e ameaça de perda. Um mesmo sentimento assume formas sempre novas, como se a linguagem procurasse acompanhar suas contínuas metamorfoses.

A escrita de Storni surpreende justamente por sua aparente simplicidade. As frases são breves, a dicção é límpida, as imagens parecem nascer sem esforço. Mas sob essa superfície repousa uma extraordinária intensidade. Os poemas avançam com a precisão de quem sabe que uma emoção verdadeira não precisa ser explicada: basta encontrar a imagem exata, o ritmo exato, a palavra capaz de fazer vibrar aquilo que parecia indizível.

Publicado originalmente em 1926, este pequeno livro ocupa um lugar singular na obra da autora. Nele, a tradição do poema em prosa encontra uma voz que é ao mesmo tempo profundamente lírica e radicalmente moderna. Cem anos depois de sua primeira edição, esses textos conservam intacta a capacidade de surpreender. Não porque falem de um amor ideal, mas porque revelam como o amor modifica a própria percepção do mundo – e como a literatura pode dar forma a essa experiência sem jamais reduzi-la a uma explicação. Há livros que sobrevivem por aquilo que contam. Outros, mais raros, sobrevivem pela maneira como continuam nos fazendo sentir. Poemas de amor pertence a essa segunda linhagem.