Elias Fajardo possui um trabalho literário já amplamente reconhecido na área da ficção – seu romance mais recente, Belo como um abismo, foi um dos finalistas do prestigiado Prêmio Jabuti em 2015 –, mas, dessa vez, surpreende os leitores com este novo livro, enveredando pela arte sutil da poesia.
Divididos em sete seções temáticas, estes poemas do vai e vem trazem o olhar sensível de um autor maduro sobre a arte de estar no mundo: dos belos cenários que deslumbram o viajante em trânsito até as paisagens internas que brotam da vivência e da memória. Seja na fluência do verso livre ou na forma quase-zen consagrada pela sabedoria oriental do hai-cai, o poeta-escritor revela aqui um amplo domínio das mais variadas formas de linguagem.


Rita
No domínio de Suã
Pulvis
Era preciso um caminho
Nas frestas das fendas
Numa nada dada situação
A invenção do amor
A construção social do "ex-bandido"
Espaço, corpo e tempo
Tradução e psicanálise
Todo abismo é navegável a barquinhos de papel
Cadernos de alguma poesia
Danação
Som + imagem
O assassinato da rosa
A casa invisível 

