Quem sabe dançar
R$68,00 O preço original era: R$68,00.R$53,00O preço atual é: R$53,00.
[Livro em pré-venda – envio a partir de 15 de julho]
Ao longo de sua obra, Paloma Vidal construiu uma escrita marcada pelo deslocamento: entre países e línguas, entre a memória e o presente, entre a experiência vivida e sua reinvenção pela literatura. Entre a afirmação e a pergunta, seu novo livro parece nascer de um gesto de aproximação: são escritos dirigidos a alguém – uma irmã, uma amiga, uma amante, uma autora admirada, um interlocutor distante – e fazem da interlocução não apenas um tema, mas um princípio formal. Cada narrativa é atravessada pela tentativa de alcançar o outro, de vê-lo e de se deixar ver. Não se trata, porém, de uma literatura da confidência. O que interessa aqui não é a revelação de uma intimidade, mas os modos pelos quais as relações se transformam em linguagem. Viagens, traduções, cartas, áudios, livros lidos em trânsito, encontros e desencontros amorosos, lembranças familiares: tudo se converte em matéria narrativa, sem perder a sua condição de experiência em movimento. Conto, ensaio, diário, memória, conferência, carta de amor... As formas se aproximam umas das outras, numa espécie de dança, criando novos sentidos. Em “Ensaio de voo”, a partida da irmã desencadeia uma reflexão sobre exílio, pertencimento e liberdade. “A contiguidade dos mapas” explora as geografias afetivas que ligam línguas, cidades e histórias pessoais. Em “Segundo retorno ao México”, a tradução, a amizade e o desejo compõem um delicado inventário das perdas e dos encontros. “A camisa rosa” transforma a distância amorosa em voz, ritmo e corpo, numa escrita que procura preservar a intensidade do desejo sem aprisioná-lo. Com seu estilo muito particular de cativar o leitor, criando logo uma intimidade que parece diluir as fronteiras entre o escrito e o vivido (será?), os textos de Paloma refletem sobre si mesmos (sobre nós) enquanto avançam. Duvidam, corrigem o rumo, recuam, retomam um detalhe aparentemente secundário até que ele revele uma dimensão inesperada. Essa atenção ao processo faz com que a leitura acompanhe não apenas uma história, mas o próprio surgimento de um olhar sobre ela.Entre a pergunta e a afirmação, entre o que pode ser e o que é, Quem sabe dançar abre um espaço de expectativa, de convite: não para encontrar respostas, mas para acompanhar os movimentos de uma escrita que faz da proximidade, da escuta e da incerteza um jeito singular de ler o mundo.
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Ao longo de sua obra, Paloma Vidal construiu uma escrita marcada pelo deslocamento: entre países e línguas, entre a memória e o presente, entre a experiência vivida e sua reinvenção pela literatura. Entre a afirmação e a pergunta, seu novo livro parece nascer de um gesto de aproximação: são escritos dirigidos a alguém – uma irmã, uma amiga, uma amante, uma autora admirada, um interlocutor distante – e fazem da interlocução não apenas um tema, mas um princípio formal. Cada narrativa é atravessada pela tentativa de alcançar o outro, de vê-lo e de se deixar ver. Não se trata, porém, de uma literatura da confidência. O que interessa aqui não é a revelação de uma intimidade, mas os modos pelos quais as relações se transformam em linguagem. Viagens, traduções, cartas, áudios, livros lidos em trânsito, encontros e desencontros amorosos, lembranças familiares: tudo se converte em matéria narrativa, sem perder a sua condição de experiência em movimento. Conto, ensaio, diário, memória, conferência, carta de amor… As formas se aproximam umas das outras, numa espécie de dança, criando novos sentidos. Em “Ensaio de voo”, a partida da irmã desencadeia uma reflexão sobre exílio, pertencimento e liberdade. “A contiguidade dos mapas” explora as geografias afetivas que ligam línguas, cidades e histórias pessoais. Em “Segundo retorno ao México”, a tradução, a amizade e o desejo compõem um delicado inventário das perdas e dos encontros. “A camisa rosa” transforma a distância amorosa em voz, ritmo e corpo, numa escrita que procura preservar a intensidade do desejo sem aprisioná-lo. Com seu estilo muito particular de cativar o leitor, criando logo uma intimidade que parece diluir as fronteiras entre o escrito e o vivido (será?), os textos de Paloma refletem sobre si mesmos (sobre nós) enquanto avançam. Duvidam, corrigem o rumo, recuam, retomam um detalhe aparentemente secundário até que ele revele uma dimensão inesperada. Essa atenção ao processo faz com que a leitura acompanhe não apenas uma história, mas o próprio surgimento de um olhar sobre ela.Entre a pergunta e a afirmação, entre o que pode ser e o que é, Quem sabe dançar abre um espaço de expectativa, de convite: não para encontrar respostas, mas para acompanhar os movimentos de uma escrita que faz da proximidade, da escuta e da incerteza um jeito singular de ler o mundo.
