Sei que ele pegou o tempo da perseguição, quando candomblé era proibido, condenado por médico e padre, tratado de crime pelas autoridades. Tanto no de Mãe Mariana quanto em outros abacás, ouvi dos mais velhos muitas histórias sobre as peripécias amargas desse anteontem. Na dita época, volta e meia a polícia invadia os terreiros, em missão de terror. Os soldados já chegavam quebrando tudo, batendo em homem, mulher e criança, injuriando velhos e moços; arrasavam pejis a pata de cavalo, quebravam quartinhas e alguidares, jogavam no lixo as oferendas, os remédios, os a preparos: um miserê! O que não destruíam, usavam nas procissões de galhofa: obrigavam iaôs e ebames a marchar pela ruia carregando na cabeça louças, otás e ferramentas de santo. Feitos e feitas seguiam assim para a delegacia, debaixo da vaia dos brancos, da molecada.


Poesia reunida
Grito em praça vazia
Sonatas: memórias do Marquês de Bradomín
Tramas epistêmicas e ambientais
Conhecimento escolar e ensino de sociologia
Estrada do Excelsior
Estão matando os humoristas
O vento gira em torno de si
Tribulações de um sonhador contumaz
Corvos contra a noite
O mar que restou nos olhos
História de vocês
Durante
Nenhum nome onde morar
As linguagens do futebol em Moçambique
Três faltas e você será foracluído [...]
O mais sutil é a queda
Algum Lugar
O fim do Brasil
Interculturalizar, descolonizar, democratizar
Poemas para morder a parede
Leitura e formação do leitor
Pessoas em movimento
Pulvis
Numa nada dada situação
Partidos e alianças políticas na "Moscouzinho do Brasil"
Formação de professores e experiência docente
Cárcere privado
Cara de cavalo 

