Três jovens autores aqui se juntaram para escrever e apresentar um novo gênero a dar os primeiros passos no Brasil, o microconto, com visões de alguns temas que fazem parte, para o bem e para o mal, do quotidiano da juventude e, através deles, de toda a sociedade atual. As palavras por vezes são cruas, as situações são aqui e ali chocantes e sarcásticas, ou mesmos ridículas, o teatro da vida cruel. Mas é sobre esta realidade, talvez socialmente incorreta, que Thiago, Fábio e Ana Paula quiseram escrever, numa denúncia da sociedade em que vivem ao menos em fotografias a preto e branco, luz e sombra, vida e morte, lucidez e alienação. Porque essa é a verdade a que temos direito. Uma verdade completa e sem sofismas, rostos em máscaras de teatro grego. E ousaram mostrá-las, sem falsos pudores. Deram um pontapé na vida e avançam com o gênero que traduz, talvez, uma nova forma de sentir a linguagem: a economia das palavras, a sua essencialidade, o sincretismo de uma estória que é, sempre, o de uma vida.


Fausto tropical
Estão matando os humoristas
Ave, Rosa!
Trabalhos jurídicos
Jogo de linguagem e a ética ferencziana
Cadernos de alguma poesia
Vera Ballroom
A clínica contemporânea e o abismo do sentido
O caos preclaro
Como não agradar as mulheres
Todo abismo é navegável a barquinhos de papel
Poesia reunida
A natureza degenerante
As amarras
O som dos anéis de Saturno
Raízes partidas
No domínio de Suã
Motus perpetuo
Nenhum nome onde morar
Parados e peripatéticos
Vento, vigília
Para pensar
Três faltas e você será foracluído [...]
Saúde mental e memória
Da capo al fine
A era do sono 

