Em Sopro, Cláudio Murilo Leal brinda os leitores com uma poesia refinada e sensível, que se volta, em cada verso, à elevação espiritual. Com uma índole profundamente lírica, estes poemas bebem na fonte dos místicos espanhóis unindo, com rigorosa acuidade, a disciplina verbal ao anseio pelo êxtase.
“SEM LEGENDA
No filme em preto e branco
o ator vai andando
em direção ao fim da estrada.
Encontrarás, afinal, o futuro?
Centenas de espectadores
não imaginam que destino
ele escolheu, solitário,
de costas para a platéia,
enquanto aos poucos,
a tela escurece,
congelados os movimentos,
o som quase inaudível.
The end.”


Vera Ballroom
Estrada do Excelsior
O som dos anéis de Saturno
Estou viva
O fim do Brasil
História de vocês
A sombra do faquir
Nenhum nome onde morar
Tramas epistêmicas e ambientais
Dançando sobre escombros
Da capo al fine 

