Uma frase para minha mãe

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É precisamente essa “paixão incestuosa” pelo corpo interdito da mãe e da língua materna que se encontra em jogo em Uma frase para minha mãe, de 1996. Esse “lamento bufo”, como o define Prigent, mobiliza em sua materialidade sonora blocos de sensações afetivas e corporais que se traduzem por meio da invenção linguística, e vice-versa. E como poderá testemunhar por si mesmo o espectador-ouvinte, o que essa voz de algum modo proustiana encena é, de um lado, o despertar, para a língua e para o mundo, de um “eu” que ali, na língua e no mundo, toma a palavra, e, de outro lado, ao mesmo tempo, o processo de realização de uma vocação de escritor e de constituição de uma escrita.

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ISBN: 978-85-421-0784-5
Sinopse

É precisamente essa “paixão incestuosa” pelo corpo interdito da mãe e da língua materna que se encontra em jogo em Uma frase para minha mãe, de 1996. Esse “lamento bufo”, como o define Prigent, mobiliza em sua materialidade sonora blocos de sensações afetivas e corporais que se traduzem por meio da invenção linguística, e vice-versa. E como poderá testemunhar por si mesmo o espectador-ouvinte, o que essa voz de algum modo proustiana encena é, de um lado, o despertar, para a língua e para o mundo, de um “eu” que ali, na língua e no mundo, toma a palavra, e, de outro lado, ao mesmo tempo, o processo de realização de uma vocação de escritor e de constituição de uma escrita.