Lançado em 2006, A fila sem fim dos demônios descontentes apresentou ao Brasil uma poeta surpreendente em sua capacidade de aliar referências e batidas de ritmo pop com rigor e profundidade. Nada aqui é gratuito, exceto a gratuidade da própria vida. A fila sem fim dos demônios descontentes é uma estreia de quem veio para ficar.
Com delicadeza e fluência, Bruna Beber cria imagens cotidianas, irônicas e musicais em que o trivial, o banal, é sacudido pelo inesperado, pela quebra de ritmo e expectativa. A paisagem da cidade em movimento é capturada por uma lente que enxerga a beleza poética do ínfimo, do casual, do instante que não vai se repetir e que tem nessa impermanência a sua força.


Todo abismo é navegável a barquinhos de papel
Vera Ballroom
Combatentes da paz
Territórios ao Sul
Governo Vargas: um projeto de nação
Da Colônia à República
Estão matando os humoristas
O fim do Brasil
Numa nada dada situação
História, memória, instituições
Parados e peripatéticos
Mulheres de moto pelo mundo
Poesia pode ser que seja fazer outro mundo
Sophia: singular plural
A queda
O movimento queremista e a democratização de 1945
A gaia ciência de James Joyce
Espiral: contos e vertigens
Vento, vigília 

