Acompanho há anos a poesia de Lorena Martins. Uma dicção que me entusiasma. Uma voz de cartografias que recusam a forma dos protagonismos. Há, na sua escrita, um cerzir enciclopédico que abraça o esmaecer da certeza, um timbre que desencontra nossa língua no exílio em outras – as que fizeram da nossa aurora impressão. O olhar de Lorena capta essa transição, capta sua monotonia, e nela descobre lugar para fazer poesia. Escolha corajosa, que fez deste livro um livro de escolhas. Um livro de apegos ao que está apenas navegando na vida em processos e inércias cujo nome também é Medo. Prestamos muito menos atenção no medo do que deveríamos. Lorena vem e, para nós, entre aceite e recusas, quando menos sabemos enxergar, aponta.
Paulo Scott


O gosto amargo dos metais
O exílio de Augusto Boal
Territórios socioambientais em construção na Amazônia brasileira
A estética funk carioca
Pedaço de mim
Todo abismo é navegável a barquinhos de papel
Marginal
Rui Barbosa: cronologia da vida e da obra
Vento, vigília
Mozart em ritmo de samba
A voz na ópera
Cara de cavalo
Pulmões abertos. Frases curtas
Fio d'água
Dicionário dos refugiados do nazifascismo no Brasil
O fim do Brasil
O mar que restou nos olhos 

