Decidida a preencher uma lacuna na história do Teatro Brasileiro, a atriz, professora de teatro e pesquisadora Angela Reis mergulhou na difícil e trabalhosa tarefa de desvendar a vida e o trabalho da atriz Eva Todor, nascida em Budapeste, e radicada com a família em São Paulo, na década de 1920. “A maioria dos estudos de teatro no Brasil enfocam o teatro brasileiro a partir da montagem de Vestido de Noiva, de Nélson Rodrigues, em 1943, o que eles consideram o primeiro passo para o teatro moderno brasileiro. Em seguida, reputa-se ao tbc, inaugurado em 1948, em sp, a instalação de um modo de fazer teatro moderno, que teria suplantado imediatamente o modo antigo em todo o país. A impressão que se tem é que, a partir da década de 1940, o teatro brasileiro transformou-se por completo, desaparecendo as antigas manifestações de teatro profissional e passando-se, num piscar de olhos, a um novo modelo. O que não é verdade. A prova são os 23 anos de sucesso da Cia Eva e seus Artistas, radicada no Rio”, conta a autora.
A autora contextualiza historicamente a carreira de Eva Todor e seu marido e empresário, o teatrólogo Luiz Iglezias, iluminando um dos períodos mais curiosos e pouco estudados do teatro brasileiro: o do esgotamento da revista diante da censura da ditadura Vargas e da concorrência do cinema, e do aumento das plateias da comédia. A existência da Cia Eva e seus Artistas por 23 anos consecutivos — 20 deles
sediada no mesmo local, o Teatro Serrador no Centro do Rio —, a maior parte do tempo vivendo sem subvenção, apenas da renda da bilheteria, é o principal sinal do sucesso e da importância do trabalho da atriz e sua Cia. Além dos detalhes da carreira da atriz e do seu relacionamento com o marido, o livro é recheado de fotos da época e traz a ficha técnica das principais montagens da Cia no Brasil e em Portugal.


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