Ler Algumas ideias para filmes de terror é como ter uma rara e preciosa oportunidade de espiar a caixa onde uma menina armazena seus pequenos horrores, medos, pesadelos, fantasmas e lutos. Mais que isso: é espionar seu kit de sobrevivência. Maíra Vasconcelos, em seu segundo livro de poesia, nos dá a permissão para mirar dentro desta caixinha e o que vemos são seus “poemas que gritam” tão delicadamente – quase em sussurro – os gritos de uma menina/mulher que carrega em seus ossos os traços de outro país.
Ainda que seja “simples o que se escreve” em Algumas ideias para filmes de terror, é justamente através desta simplicidade que a autora nos conduz com maestria por questionamentos extremamente profundos sobre a morte, luto, pertencimento e identidade. Questões absolutamente individuais ao mesmo tempo que universais, capazes de nos causar incômodos necessários que berram em nosso interior, arrebentando espelhos para desemperrar velhas gavetas.


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