As imagens ganham movimento na poesia de Laura Liuzzi, seduzindo os olhos e ouvidos com uma cadência fina, misto de delicadeza e precisão. Em Calcanhar, a jovem poeta encanta com uma poesia límpida, apurada e madura, surpreendente para um livro
de estreia. Tal como a fotografia, a poesia de Laura Liuzzi é o ato flagrante que revela o instante irreversível. Seus poemas capturam o breve segundo em que o olhar se detém e se descobre nas coisas do mundo. No blush das bochechas, nas pedras portuguesas do chão; na garça que esconde o voo em imobilidade, no gato aninhado na lã. A poesia que toca na nuca, arrepiada num calafrio.


O menor amor do mundo
O assassinato da rosa
Antologia poética
Todo abismo é navegável a barquinhos de papel
Formação de professores e experiência docente
Poemas para morder a parede
Pesquisa sobre política, currículo e cotidiano escolar
De todas as únicas maneiras
A ordem interior do mundo
Eu, Jeremias
Placenta: estudos
O som dos anéis de Saturno
Pedaço de mim
Raízes partidas
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