Jussara Salazar explora, de forma poética, a figura das carpideiras, “rezadeiras” com a função de acompanhar, cantar e chorar em velórios. Pesquisando em recantos do interior de Portugal até o sertão nordestino, a autora procurou resgatar a linguagem, a memória e o fabulário que circundam essa figura milenar da tradição ibérica – tecendo esse patrimônio cultural tão rico numa operação poética refinada e sensível.


O menor amor do mundo
Decolagem
Estrada do Excelsior
Cadernos de alguma poesia
A queda
Grito em praça vazia
Estão matando os humoristas
Espaço, corpo e tempo
Poemas para morder a parede
Nas frestas das fendas 

