As palavras de Alexandre Rodrigues da Costa são afiadas, rasgam, ferem a carne da alma – como num espelho quebrado em que o mundo se reflete nos estilhaços, ou como se algum desastre iminente estivesse prestes a expor tudo que há no interior do corpo, da vida, da ideia.
Com a língua na ferida, com o ritmo preciso e agudo de quem sabe captar o instante exato do corte, do olhar para dentro, o poeta nos revela o que vive além do verso: aquela pequena fresta ou abertura que nos permite vislumbrar a transcendência do corpo.


Tua carne verá a luz
Nenhum nome onde morar
Carona é uma coisa muito íntima
Placenta: estudos
O menor amor do mundo
Todo diálogo é possível
Estrada do Excelsior
Ciclopes e medusas
O mar que restou nos olhos
Poemas para morder a parede
Corvos contra a noite
Teatro e comicidades: Estudos sobre Ariano Suassuna e outros ensaios
Da capo al fine
Ossário
Cadernos de alguma poesia
Poesia reunida 

