O terrismo, ou a saudade da Terra, é uma das doenças do futuro imaginado por Fernando Paiva em Depois que o tempo passar, Madalena. Mapas genéticos personalizados, pílulas de Gomin, bombons de xacritu, exocerebelos, chacri tois, cápsulas de fruição e pousadas interplanetárias aparecem ao longo da narrativa com uma naturalidade desconcertante, como se o leitor também vivesse nesse futuro distante, após uma diáspora da humanidade pelo espaço sideral.
O tempo é um dos protagonistas neste livro. Algumas das histórias tratam de longos períodos, às vezes vidas inteiras. É o tempo de sair do coma, o tempo da carreira de uma célebre cantora, o tempo de vida e pós-vida de um influente crítico de arte, o tempo dos arqueólogos do futuro, o tempo de um corredor que sobe ladeiras em busca de um novo recorde.
O protagonismo é dividido com Madalena, nome feminino recorrente em várias das histórias e que assume formas diversas. Madalena pode ser uma dançarina em cadeira de rodas, uma travesti afegã nas ruas de Munique, uma assassina de banqueiros ou uma adaga afiada de uma prostituta cega.


Sapatos de culpa
Numa nada dada situação
Cinema, literatura e filosofia
Uma só mão não basta para escrever
Partidos e alianças políticas na "Moscouzinho do Brasil"
Teoria do fim da arte
Etnobiografia
O mar que restou nos olhos
Desigualdades interdependentes e geopolítica do conhecimento
Filosofia e gênero
Nenhum nome onde morar
Filosofia e saúde
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O autista e seus objetos
Machado de Assis
Caminhos para conhecer Dona Flor no cinquentenário da narrativa de Jorge Amado
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Governo Vargas: um projeto de nação
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No domínio de Suã
O vento gira em torno de si
Geografia aérea [livros de guerra, 3]
Hooliganismo e Copa de 2014
Pré-história
Reversor
Beco da vida
Cinzas do século XX
Fraquezas humanas
Crítica de poesia
Caminhos do hispanismo
Pesquisa histórica e história do esporte
O chamado da vida 

