dez mil cavalos correndo na rua

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[Livro em pré-venda – envio a partir de 26 de outubro]

Dez mil cavalos podem correr na rua porque, na escrita, podem. É dessa liberdade – evocada logo na abertura do livro – que Guilherme de Queiroz parte para construir uma poesia em movimento contínuo, na qual memória, matéria e imaginação avançam sem pedir licença.

Aqui, o mundo é visto como quem ainda encontra formas nas nuvens. O mar entra pela janela, sardas viram constelações, um cavalo-marinho carrega Fibonacci no rabo, a chuva se acumula em algodões d’água. Há abelhas, frutas, estátuas, formigas, deuses, santos, cidades, infância. Tudo pode mudar de estado quando atravessado pelo poema. Mas essa disponibilidade para o espanto não significa inocência. Por baixo do jogo verbal, há uma atenção inquieta ao que fazemos do mundo e de nós mesmos: às crenças que herdamos, às certezas que nos governam, à violência escondida nos gestos civilizados, à memória e ao esquecimento, ao amor e à morte. O humor aparece muitas vezes justamente onde o pensamento ameaça ficar grave demais. E há os cavalos. De pedra, de pau, marinhos, mitológicos, domésticos; cavalos da infância, do xadrez, do horóscopo, do carrossel. Às vezes presos, às vezes indomáveis, eles atravessam o livro como uma força que não se deixa reduzir a símbolo único. São impulso, lembrança, risco, deslocamento.

Até que, no poema que dá título ao volume, tornam-se manada. Já não importa distinguir um animal de outro: resta o movimento, o estrondo, a poeira, o horizonte. A poesia de Guilherme de Queiroz parece procurar justamente esse instante em que as coisas deixam de estar imóveis dentro de seus nomes. Então dez mil cavalos correm na rua – e a linguagem corre com eles.

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Em estoque

ISBN: 9788542109184
Sinopse

[Livro em pré-venda – envio a partir de 26 de outubro]

Dez mil cavalos podem correr na rua porque, na escrita, podem. É dessa liberdade – evocada logo na abertura do livro – que Guilherme de Queiroz parte para construir uma poesia em movimento contínuo, na qual memória, matéria e imaginação avançam sem pedir licença.

Aqui, o mundo é visto como quem ainda encontra formas nas nuvens. O mar entra pela janela, sardas viram constelações, um cavalo-marinho carrega Fibonacci no rabo, a chuva se acumula em algodões d’água. Há abelhas, frutas, estátuas, formigas, deuses, santos, cidades, infância. Tudo pode mudar de estado quando atravessado pelo poema. Mas essa disponibilidade para o espanto não significa inocência. Por baixo do jogo verbal, há uma atenção inquieta ao que fazemos do mundo e de nós mesmos: às crenças que herdamos, às certezas que nos governam, à violência escondida nos gestos civilizados, à memória e ao esquecimento, ao amor e à morte. O humor aparece muitas vezes justamente onde o pensamento ameaça ficar grave demais. E há os cavalos. De pedra, de pau, marinhos, mitológicos, domésticos; cavalos da infância, do xadrez, do horóscopo, do carrossel. Às vezes presos, às vezes indomáveis, eles atravessam o livro como uma força que não se deixa reduzir a símbolo único. São impulso, lembrança, risco, deslocamento.

Até que, no poema que dá título ao volume, tornam-se manada. Já não importa distinguir um animal de outro: resta o movimento, o estrondo, a poeira, o horizonte. A poesia de Guilherme de Queiroz parece procurar justamente esse instante em que as coisas deixam de estar imóveis dentro de seus nomes. Então dez mil cavalos correm na rua – e a linguagem corre com eles.