Romance ousado e de originalidade ímpar, escato é um livro ao mesmo tempo fascinante e perturbador, que desafia o leitor ao mesmo tempo em que explora os mais profundos desvãos da condição humana. Segundo Antonio Geraldo Figueiredo Ferreira, “[…] é, ao mesmo tempo, uma investigação a respeito do destino do homem – ambivalência que permeará o narrador e a espécie humana –, como também um tratado excrementício do que as duas extremidades corpóreas produzem abundantemente, a saber, merda e palavra, assim confundidas no ato criador. Tal dualidade ecoa, como voz e ruído, incontáveis dúvidas que se acumulam ad infinitum, sopesando os sentidos e a razão de quem tem a palavra ou a lê. Prisioneiro de um limbo físico e espiritual, o narrador é ainda a personagem secundária de sua existência, quando procura mapear um lugar que é dele e de todos, espectadores e atores da dissolução que fatalmente nos atinge, contaminados a partir das mãos que sustentam o livro mesmo, durante a leitura, e a história de um país cuja lógica formativa é a da perversidade sistêmica.
[…]escato, enfim, é uma obra que se faz texto e rascunho, no momento da leitura, como alegoria da ambiguidade do indivíduo que mergulha em si para explorar as entranhas de uma sociedade enferma. O Outro, espelho e pedra desse sujeito, desdobra-se na misteriosa ‘ela’, seu Duplo onipresente tanto quanto ausente, como se possível encarnar e transcender amor e desejo, ódio e abandono, existência e morte, incessantes bifurcações sem saída no caminho de um pacto insolúvel entre autor, personagens e leitores.”


Pessoas em movimento
Henrik Ibsen no Brasil
Poesia reunida
Pedaço de mim
Três faltas e você será foracluído [...]
Cadernos de alguma poesia
Estão matando os humoristas
Estrada do Excelsior
Dinossauro emancipado
Mulheres de moto pelo mundo
Pulvis
Nenhum nome onde morar
Numa nada dada situação
Quase música
Grito em praça vazia
O tempo amansa / a gente
Contos contidos
A bordo do Clementina e depois 

