Essa cena assassina
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[Livro em pré-venda – envio a partir de 30 de junho]
Há romances que se movem pela ação; outros, pela memória; outros ainda, pela obsessão. Em Essa cena assassina, Jorge Sá Earp conduz o leitor justamente por esse terceiro território: o da investigação íntima, onde a curiosidade se transforma pouco a pouco em vertigem. O que começa como a tentativa de compreender a morte de uma grande atriz termina por revelar um labirinto de afetos, máscaras e fantasmas do teatro – e também da própria vida.
João Marcos viaja a Lisboa decidido a recolher informações para uma biografia da tia, Eleonora de Castro, estrela célebre dos palcos e da televisão brasileira, morta anos antes em circunstâncias nebulosas num hotel parisiense. O percurso, no entanto, rapidamente se desvia da pesquisa objetiva. Entre cafés lisboetas, hotéis antigos, atores vaidosos, poetas ambíguos e amores errantes, a narrativa mergulha numa atmosfera em que realidade e representação parecem se contaminar mutuamente. Todos encenam alguma coisa; todos ocultam algo. Ao longo dessa deriva elegante e melancólica, Jorge Sá Earp constrói um romance profundamente teatral – não apenas pelo universo que retrata, mas pela maneira como os personagens falam, silenciam, dramatizam a própria existência. Há ecos de Tennessee Williams, Colette, Lorca, Proust e do velho teatro europeu, mas sem jamais perder o sotaque afetivo brasileiro nem a sensualidade luminosa de Lisboa e Paris. O autor trabalha a memória como palco móvel: entradas e saídas, bastidores, fumaça, camarins, cenas interrompidas.
Mas Essa cena assassina está longe de ser apenas um romance sobre artistas. É também um livro sobre o envelhecimento, sobre o medo do esquecimento, sobre as ficções amorosas que sustentamos para continuar vivendo. Em torno de Eleonora — figura ao mesmo tempo majestosa e frágil — gravitam personagens que tentam sobreviver ao desgaste do tempo, ao fracasso dos vínculos e à instabilidade do desejo.
Com escrita refinada, marcada por diálogos vivos e por uma atmosfera de permanente suspensão, Jorge Sá Earp transforma a busca por uma verdade numa reflexão delicada e inquietante sobre aquilo que nunca se deixa esclarecer inteiramente: o amor, a memória e a própria identidade.
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[Livro em pré-venda – envio a partir de 30 de junho]
Há romances que se movem pela ação; outros, pela memória; outros ainda, pela obsessão. Em Essa cena assassina, Jorge Sá Earp conduz o leitor justamente por esse terceiro território: o da investigação íntima, onde a curiosidade se transforma pouco a pouco em vertigem. O que começa como a tentativa de compreender a morte de uma grande atriz termina por revelar um labirinto de afetos, máscaras e fantasmas do teatro – e também da própria vida.
João Marcos viaja a Lisboa decidido a recolher informações para uma biografia da tia, Eleonora de Castro, estrela célebre dos palcos e da televisão brasileira, morta anos antes em circunstâncias nebulosas num hotel parisiense. O percurso, no entanto, rapidamente se desvia da pesquisa objetiva. Entre cafés lisboetas, hotéis antigos, atores vaidosos, poetas ambíguos e amores errantes, a narrativa mergulha numa atmosfera em que realidade e representação parecem se contaminar mutuamente. Todos encenam alguma coisa; todos ocultam algo. Ao longo dessa deriva elegante e melancólica, Jorge Sá Earp constrói um romance profundamente teatral – não apenas pelo universo que retrata, mas pela maneira como os personagens falam, silenciam, dramatizam a própria existência. Há ecos de Tennessee Williams, Colette, Lorca, Proust e do velho teatro europeu, mas sem jamais perder o sotaque afetivo brasileiro nem a sensualidade luminosa de Lisboa e Paris. O autor trabalha a memória como palco móvel: entradas e saídas, bastidores, fumaça, camarins, cenas interrompidas.
Mas Essa cena assassina está longe de ser apenas um romance sobre artistas. É também um livro sobre o envelhecimento, sobre o medo do esquecimento, sobre as ficções amorosas que sustentamos para continuar vivendo. Em torno de Eleonora — figura ao mesmo tempo majestosa e frágil — gravitam personagens que tentam sobreviver ao desgaste do tempo, ao fracasso dos vínculos e à instabilidade do desejo.
Com escrita refinada, marcada por diálogos vivos e por uma atmosfera de permanente suspensão, Jorge Sá Earp transforma a busca por uma verdade numa reflexão delicada e inquietante sobre aquilo que nunca se deixa esclarecer inteiramente: o amor, a memória e a própria identidade.
