Quarto Escuro
O detetive avança pela desordem do estúdio.
A mobília está calada como testemunha.
Lá fora folhas se reviram, se estudam.
O telefone calado como um caramujo.
Um ano depois e todas as pistas
Deram em becos sem saída e luto.
“Nada disso está acontecendo, escuto
meus próprios passos sobre o escuro.
Dois gatos negros transando num muro”.
E o criminoso ali perto,
pronto para revelar tudo.
E na pequena floresta da biblioteca
O verde é um código secreto.
O detetive deita e cai num sono profundo.
E a carta o tempo todo sobre o criado-mudo.


Estrada do Excelsior
Didática
Nenhum nome onde morar
Enxadrezados
Cadernos de alguma poesia
Reversor
Hamlet e a filosofia – 2a edição
Durante
Como impressionar sem fazer esforço
Rita
Estou viva
Trabalhos jurídicos
O menor amor do mundo
Histórias do bom Deus
Todo mundo é louco?
Vento, vigília
Poemas para morder a parede
Formação de professores e experiência docente
Numa nada dada situação
Campos de Carvalho contra a Lógica
A ordem interior do mundo
Era preciso um caminho
A casa invisível
Da capo al fine
A invenção do amor
O chamado da vida
Carona é uma coisa muito íntima
O mais sutil é a queda
Shazam!
Espiral: contos e vertigens
Parados e peripatéticos
Etiópia
A duas mãos
Vida poesia tradução
O tempo amansa / a gente
O assassinato da rosa
A clínica do ato
História de vocês 

