Palavra que vira verso, conversa guardada no papel, noite que vem à luz e nos leva ao outro – a poesia de Fernanda Oliveira é feita de cumplicidades. Na simplicidade dos seus textos curtos, ela tece com delicadeza um verdadeiro bordado de diferentes matizes, que vão se revelando a cada nova leitura. Pois somos mesmo diferentes pela manhã ou à noite, ou mudamos com a passagem do tempo, e nos reconhecemos nessas sutis percepções, no olhar para si e para o outro, em cada tijolinho que constrói um relacionamento, no silêncio da palavra escrita, que nos traga um pouco do que não se diz.


Dias de muito, semana de nada
Estou viva
Corvos contra a noite 

