Jack Kerouak dizia que a beleza das coisas está no fato de um dia acabarem. Mesmo que às vezes não aceitemos, as coisas acabam e as belezas também. E outras vezes, muito raramente, a beleza continua, apesar do fim. Talvez este seja um desafio para Fernando, fazer a beleza durar apesar de chegar ao seu final, seja ele feliz ou não. A beleza durável em meio à vida que se encerra, ciclo que se fecha, desfecho da história é um possível mote para este livro que em seus anseios de completude entra em rotação ao redor de Fernando, registrando ou recordando, posto que começa pelo fim e termina pelo começo, tudo que orbita em torno do olhar do autor. E são muitas as coisas que giram ao redor desse olhar sensível às intempéries e calmarias, assombros e ternuras que nos convidam a ver belezas, por vezes indiscutíveis, nesses poemas.


Vida cotidiana e pensamento ecológico
As amarras
O som dos anéis de Saturno
Cinco prefácios para cinco livros não escritos
Tragédia esportiva
A era do sono
Camilo Castelo Branco e Machado de Assis em diálogo
A cidade inexistente
Espaço, corpo e tempo
Corpo em combate, cenas de uma vida
Todo mundo é louco?
Era preciso um caminho
Nas frestas das fendas 

