Numa primeira leitura, Inverno de baunilha encanta pela ternura e delicadeza com que mostra o “casto caso de amor”. Desde o inicio, Venus Brasileira nos adverte: vai dizer do secreto ofício de amar, vai ninar com o abc do amor cortês, com doces, chás e pitadas de bem-querer. Entre mimos musgos e lírios, gardênias, feno e poesia, vai ladrilhando o corpo amado e, sobre a folha branca do papel, inventa o amor.


Eu, Jeremias
A casa invisível
Da capo al fine
Todo abismo é navegável a barquinhos de papel
O mar que restou nos olhos
Nenhum nome onde morar
Hakim, o geômetra e suas aventuras
O morse desse corpo
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Poesia reunida 

