O título do livro de Naiara Martins Barrozo já promete muito: estabelecer conexões fundamentais não apenas entre literatura e filosofia, mas também entre autores de séculos tão distantes entre si. A autora cumpre a promessa. A partir de vasta e cuidadosa pesquisa, Naiara promove a conversa, neste túnel do tempo, entre o príncipe dos ateus contemporâneos e o fundador do ceticismo moderno, revelando-se uma pensadora da melhor qualidade. Pela sua hipótese central, o que José Saramago propõe, nos seus Cadernos de Lanzarote, é a escrita de um texto especular que tem como paradigma justamente os Ensaios de Michel de Montaigne. O texto de Naiara, tão elegante quanto instigante, não foge de polêmicas, o que obriga o leitor a pensar e a se posicionar. O ensaio não faz concessão à falácia da objetividade acadêmica, aquela que chama de imparcialidade o que é, na verdade, autoritarismo retórico. […] Ao pensar e escrever com paixão e dor, Naiara transforma este livro no mais rigoroso romance do pensamento. [Gustavo Bernardo]
José Saramago leitor de Montaigne
A presença dos Ensaios nos Cadernos de Lanzarote
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